'Bolsonaro não tem interesse pela Lava Jato', diz Celso Rocha de Barros

Colunista da Folha de S.Paulo, Celso Rocha de Barros, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra), analisa a crise da Lava jato, destacando entre outras coisas que a operação foi abandonada por Bolsonaro

Jair Bolsonaro e Sergio Moro
Jair Bolsonaro e Sergio Moro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Em sua coluna na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, Celso Rocha de Barros faz o balanço negativo da Operação Lava Jato durante a semana passada, marcada por fatos como a revelação da tentativa de assassinato do ministro do STF pelo ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e as declarações do ex-senador tucano Aloysio Nunes sobre a manipulação do Supremo durante o processo de impeachment, entre outros episódios que tiveram destaque no noticiário.   

"Se tudo isso tivesse acontecido em 2015, o país estaria em convulsão. O auge do lavajatismo passou quando Dilma caiu, mas houve um novo surto de entusiasmo com a eleição de Bolsonaro e a nomeação de Moro para o Ministério da Justiça", diz o colunista.  

"Vou morrer sem entender por que, em algum momento, o Brasil achou que Jair Bolsonaro estava preocupado em combater a corrupção. O atual presidente da República sempre foi um político do baixo clero, nunca teve qualquer participação nas investigações de corrupção no Congresso (alguém se lembra dele se destacando em qualquer CPI?), foi um dos articuladores da campanha de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara e apoiava Picciani no Rio de Janeiro. Em algum ponto de nossa loucura recente, achamos que esse sujeito era o Batman".   

"A esta altura, já está claro que Bolsonaro não tem o mais remoto interesse em brigar pela Lava Jato. Sua família é envolvida no esquema Queiroz, ele mesmo talvez também seja, e Moro seria um adversário forte na eleição de 2022", enfatiza Celso Rcha de Barros .

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