Bolsonaro quer privatizar o golpe, escreve Celso Rocha de Barros

Celso Rocha de Barros, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra), escreve nesta segunda-feira que o primeiro projeto claro de privatização do governo Bolsonaro é a privatização do golpe

Celso Rocha de Barros e Jair Bolsonaro
Celso Rocha de Barros e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Reuters)
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247 - "Na última sexta-feira, em uma inauguração em Goiás, Bolsonaro defendeu zerar o imposto de importação de armamentos e disse por que vai fazer isso", aponta Celso Rocha de Barros em sua coluna. “É uma boa medida que vai ajudar a todo o pessoal dos artigos 142 e 144 da nossa Constituição”, disse Bolsonaro durante a cerimônia.

"Como se sabe, o submundo do crime bolsonarista mente que o artigo 142 da Constituição autoriza uma intervenção militar", escreve Celso Rocha de Barros.

"Armar golpistas é parte do plano de 'ucranizar' o Brasil, termo que os bolsonaristas usam para defender conflitos de rua como os que se seguiram às manifestações de 2013-2014 na Ucrânia".

"Nas últimas manifestações bolsonaristas havia bandeiras ucranianas. No caso da bandeira azul e amarela com o tridente do príncipe Vladimir, alguém poderia dizer que era só a bandeira de um país com seu brasão sobreposto. Mas, mesmo se for, o que ela está fazendo em uma manifestação brasileira?" 

"A tentativa de formar milícias bolsonaristas é sinal de que Bolsonaro não conta com o apoio do comando das Forças Armadas para tentar seu golpe. Vejam só o que conta como boa notícia no Brasil de hoje".

"Mesmo assim, os militantes armados podem acirrar o conflito nas ruas para forçar uma intervenção militar “artigo 142” ou para tentar entusiasmar golpistas no Exército dispostos a desertar".

"Não somos nós que precisamos copiar os extremistas ucranianos, os democratas de lá é que precisam tentar uma Lava Jato que não acabe em Bolsonaro", conclui.

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