Boulos: governo Temer pode ter seus dias contados

Em um artigo sobre os impactos da prisão de Eduardo Cunha, o líder do MTST e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, avalia que Michel Temer, "ironia da história", pode ser "derrubado pelas mesmas mãos que o colocaram no poder"; e "de outro lado, a prisão de Cunha pode ter ainda um impacto diferente, relacionado à ofensiva da Lava Jato contra o ex-presidente Lula"

Em um artigo sobre os impactos da prisão de Eduardo Cunha, o líder do MTST e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, avalia que Michel Temer, "ironia da história", pode ser "derrubado pelas mesmas mãos que o colocaram no poder"; e "de outro lado, a prisão de Cunha pode ter ainda um impacto diferente, relacionado à ofensiva da Lava Jato contra o ex-presidente Lula"
Em um artigo sobre os impactos da prisão de Eduardo Cunha, o líder do MTST e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, avalia que Michel Temer, "ironia da história", pode ser "derrubado pelas mesmas mãos que o colocaram no poder"; e "de outro lado, a prisão de Cunha pode ter ainda um impacto diferente, relacionado à ofensiva da Lava Jato contra o ex-presidente Lula" (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em artigo na Folha de S. Paulo sobre os impactos da prisão de Eduardo Cunha, o líder do MTST e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, atribui ao ministro do STF Teori Zavascki a demora para as ações de Cunha serem interrompidas.

"O ministro do Supremo demorou mais de quatro meses para afastar Cunha após o pedido do MPF, feito ainda com Dilma no governo, e negou seu pedido de prisão em junho último", lembra Boulos.

Ele avalia que, "se Cunha resolver falar e tiver condições de apresentar provas –e é claro se os procuradores da Lava Jato aceitarem sua delação –o governo Temer poderá ter seus dias contados". "Ironia da história", Temer seria "derrubado pelas mesmas mãos que o colocaram no poder", observa.

E "de outro lado, a prisão de Cunha pode ter ainda um impacto diferente, relacionado à ofensiva da Lava Jato contra o ex-presidente Lula", afirma Boulos. "A obsessão de Sergio Moro e da chamada 'força tarefa' em prender Lula já se tornou algo notório. Foram com muita sede ao pote, tanto na condução coercitiva em março, quanto na desastrada denúncia do power point".

"Os dados foram lançados. A prisão de Cunha foi uma jogada ousada de Moro. Resta saber como sua República de Curitiba conduzirá os próximos lances", acrescenta.

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