BR Distribuidora adota prática suicida de privilegiar acionistas

Sem conseguir concretizar as intenções de vender a BR Distribuidora, a gigante de distribuição de combustíveis da Petrobras, o governo Temer - através da fracassada política de desinvestimento posta em prática pelo agora demitido Pedro Parente -  decidiu administrar a empresa para os acionistas; ações foram vendidas e o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro (Sitramico) solicitou, por ofício, informações sobre a mudança no estatuto da empresa que permitiu a venda dessas ações

BR Distribuidora adota prática suicida de privilegiar acionistas
BR Distribuidora adota prática suicida de privilegiar acionistas (Foto: Petrobras/Reuters)
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247 - Sem conseguir concretizar as intenções de vender a BR Distribuidora, a gigante de distribuição de combustíveis da Petrobras, o governo Temer decidiu administrar a empresa para os acionistas.  Ações foram vendidas e o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro (Sitramico) solicitou, por ofício, informações sobre a mudança no estatuto da empresa que permitiu a venda dessas ações.


“A Petrobras não respondeu e a BR respondeu, mas de forma evasiva”, afirma a presidenta da entidade, Ligia Deslandes. O sindicato tem várias ações tramitando na Justiça contra a privatização da BR. Em dezembro, a BR Distribuidora teve seu capital aberto num IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês). Foram vendidas 27,85% das ações pertencentes à Petrobras (60% para investidores estrangeiros). A empresa conseguiu R$ 5 bilhões com a abertura de capital e começou a operar ações na bolsa de São Paulo em 15 de dezembro.

“A BR Distribuidora tem priorizado ao máximo o pagamento de dividendos aos acionistas.Transfere quase todo o resultado operacional para os acionistas e minimiza os investimentos”, diz o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho. “A prática é suicida, compromete o futuro da companhia em gestão típica de companhias controladas por agentes do capital financeiro e transnacional. Ao mesmo tempo, aprova a elevação dos proventos dos executivos com programa de distribuição milionária de renda variável.”

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