‘Brasil parecia ter chegado ao futuro com Lula, mas virou República das Bananas’

Ao DCM, a jornalista Maria Alencar, chefe da redação brasileira da Rádio França Internacional (RFI), conta que sempre ouviu dos franceses que o Brasil seria o país do futuro, que teria chegado com o governo Lula, brilho que seria apagado de vez com o golpe; ao comentar sobre as notícias do Brasil no país europeu, ela, há 35 anos no Brasil, diz que, "no Les Echos, um jornal econômico, fala-se em uma melhora da economia, mas isso "não cria nenhum interesse pela figura do Michel Temer, que é um mero desconhecido. As pessoas não buscam entrevistas com o Michel Temer aqui na Francesa"

Ao DCM, a jornalista Maria Alencar, chefe da redação brasileira da Rádio França Internacional (RFI), conta que sempre ouviu dos franceses que o Brasil seria o país do futuro, que teria chegado com o governo Lula, brilho que seria apagado de vez com o golpe; ao comentar sobre as notícias do Brasil no país europeu, ela, há 35 anos no Brasil, diz que, "no Les Echos, um jornal econômico, fala-se em uma melhora da economia, mas isso "não cria nenhum interesse pela figura do Michel Temer, que é um mero desconhecido. As pessoas não buscam entrevistas com o Michel Temer aqui na Francesa"
Ao DCM, a jornalista Maria Alencar, chefe da redação brasileira da Rádio França Internacional (RFI), conta que sempre ouviu dos franceses que o Brasil seria o país do futuro, que teria chegado com o governo Lula, brilho que seria apagado de vez com o golpe; ao comentar sobre as notícias do Brasil no país europeu, ela, há 35 anos no Brasil, diz que, "no Les Echos, um jornal econômico, fala-se em uma melhora da economia, mas isso "não cria nenhum interesse pela figura do Michel Temer, que é um mero desconhecido. As pessoas não buscam entrevistas com o Michel Temer aqui na Francesa" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Maria Alencar, chefe da redação brasileira da Rádio França Internacional (RFI), resume como a imagem do Brasil se transformou aos olhos da imprensa francesa: o país do futuro virou a República das Bananas. Os relatos foram publicados durante entrevista ao Diario do Centro do Mundo.

Há 35 anos no Brasil, a jornalista conta que sempre ouviu dos franceses que o Brasil seria o país do futuro, que teria chegado com o governo Lula. No governo Dilma, o brilho teria começado a diminuir e seria apagado de vez com o golpe.

"Antes, eu acho que houve momentos de grande brilho, uma grande esperança, o carisma do Lula, que tem uma história pessoal, isso provocou muito interesse", disse.

Ao comentar sobre Dilma, a jornalista afirma que ela "já era lançada como a “dauphine”, a protegida do Lula, na visão da imprensa francesa. Mas realmente a história do impeachment foi uma coisa que deu esse ar de pouca credibilidade. A imprensa francesa noticiou e depois disso, o Brasil perdeu espaço".

"Embora em termos econômicos, tem uma coisa ou outra que sai. Efetivamente, no Les Echos, um jornal econômico, fala-se em uma melhora da economia, mas isso não impede a desigualdade, a violência em termos numéricos, e isso não cria nenhum interesse pela figura do Michel Temer, que é um mero desconhecido. As pessoas não buscam entrevistas com o Michel Temer aqui na Francesa. Não vi nenhuma aqui, pelo menos".

E o que sobrou foi pessimismo. "Crise e repetição de escândalos mergulham o Brasil no medo", diz. "Brasil está sob o domínio de ruralistas, evangélicos e pró-armas", afirma.

Leia a íntegra da entrevista no DCM

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