Breno Altman: “‘Fora Bolsonaro’ tende a constituir maioria no Brasil”

Jornalista alertou para a diferença entre ter a maioria da opinião pública voltada à defesa do ‘Fora Bolsonaro’ e ter uma ação política de maioria para dar encaminhamento ao processo. “Os sinais de que ‘Fora Bolsonaro’ passa a ser uma expectativa no País são grandes”, disse. Assista na TV 247

Breno Altman e Jair Bolsonaro
Breno Altman e Jair Bolsonaro (Foto: Brasil247 | Diário Causa Operária | ABr)
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247 - O jornalista Breno Altman falou à TV 247 sobre os rumos do ‘Fora Bolsonaro’ no Brasil que, segundo ele, passa a ser disseminado entre as camadas mais populares do País. Altman também explicou os planos da direita para limitar os poderes de Jair Bolsonaro e salientou que a esquerda precisa buscar um caminho independente para a saída de Bolsonaro. As declarações foram feitas antes do anúncio de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça.

Por meio de seus presidentes, o PT, representado por Gleisi Hoffmann, e o PSOL, representado por Julian Medeiros, já assumiram a bandeira do pedido de saída de Bolsonaro. Breno Altman acredita que a adesão irá se ampliar. “Acho que vai se ampliar, está se ampliando do ponto de vista popular. Os panelaços, que hoje se concentram nos bairros de classe média, e os gritos que a gente ouve já são de ‘Fora Bolsonaro’. Arrisco dizer que o ‘Fora Bolsonaro’ tende a constituir maioria no País rapidamente, especialmente junto à classe trabalhadora. Os sinais de que o ‘Fora Bolsonaro’ passa a ser uma expectativa no País são grandes. Mas há uma diferença entre você ter uma maioria a favor de uma certa posição e você ter uma ação de maioria ou uma ação política viável a favor desse objetivo. Nós ainda não chegamos nessa segunda etapa, estamos na primeira etapa”.

Para o jornalista, a esquerda precisa criar um caminho independente para defender o “Fora Bolsonaro” e propor uma nova eleição, já que acredita que a troca entre Bolsonaro e Mourão dará prosseguimento ao mesmo projeto político neoliberal e amante da ditadura do atual governo. “Creio que as forças de esquerda têm que reconstituir sua capacidade de ação independente e protagonista na vida política do país. A esquerda não pode deixar que o jogo do poder do País seja marcado por uma disputa entre a extrema-direita e a direita tradicional. A esquerda precisa construir um caminho independente, um caminho que vai ter momentos de aliança com a direita tradicional contra o Bolsonaro, por exemplo na guerra contra o coronavírus, mas que tem que estar marcado por um programa e uma estratégia independentes. A esquerda tem que colocar claro o ‘Fora Bolsonaro’ e demonstrar, apresentar, defender a única alternativa democrática para esse cenário, que é o povo voltar às urnas”.

Altman esclareceu que o plano da ala direitista do Brasil é podar os poderes de Bolsonaro e transferi-los ao Congresso Nacional, representado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, juntamente com o Judiciário, representado pelo STF. “A ideia que eles operam já nem é mais a de domesticação do Bolsonaro, é a de tentar esvaziar seus poderes transferindo o máximo possível de funções de Estado para o parlamento, em associação com o STF. Uma aliança que permitisse ao país retirar poderes de Jair Bolsonaro isolando-o”.

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