Cantanhede: Partido dos Caminhoneiros não é de esquerda

O "Partido dos Caminhoneiros" conseguiu o que MST, MTST, CUT e siglas de oposição ao governo Temer ameaçaram e não tiveram força para fazer, nem mesmo com a prisão de Lula: paralisar o País, diz Eliane Cantanhede, no Estadão; "É uma nova força política que pode ser qualquer coisa, menos um movimento de esquerda"

O "Partido dos Caminhoneiros" conseguiu o que MST, MTST, CUT e siglas de oposição ao governo Temer ameaçaram e não tiveram força para fazer, nem mesmo com a prisão de Lula: paralisar o País, diz Eliane Cantanhede, no Estadão; "É uma nova força política que pode ser qualquer coisa, menos um movimento de esquerda"
O "Partido dos Caminhoneiros" conseguiu o que MST, MTST, CUT e siglas de oposição ao governo Temer ameaçaram e não tiveram força para fazer, nem mesmo com a prisão de Lula: paralisar o País, diz Eliane Cantanhede, no Estadão; "É uma nova força política que pode ser qualquer coisa, menos um movimento de esquerda" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O "Partido dos Caminhoneiros" conseguiu o que MST, MTST, CUT e partidos de oposição ao governo Temer ameaçaram e não tiveram força para fazer, nem mesmo com a prisão de Lula: paralisar o País, escreve Eliane Cantanhede, no Estadão.

"É uma nova força política que pode ser qualquer coisa, menos um movimento de esquerda. A motivação dos milhares de pessoas que foram às ruas em junho de 2013 foi o aumento das tarifas de transportes urbanos. A dos caminhoneiros neste maio de 2018 é o aumento diário dos combustíveis, principalmente do diesel. Os dois protestos encontraram ambiente propício, foram uma fagulha em palha seca e incendiaram os governos de Dilma, primeiro, e de Temer agora. O Brasil nunca mais foi o mesmo depois daquele junho. E muita coisa pode mudar a partir deste maio".

A greve dos caminhoneiros chega ao quinto dia nesta sexta-feira (25) e aumenta cada vez mais a pressão em cima do governo. Produtores de leite já descartaram milhões de litros do produto por falta de transporte, vários postos estão sem combustíveis, preço da gasolina está subindo em alguns postos, chegando, por exemplo, a R$ 9,00 e produtoras de carne sem ração para os animais.

A mobilização é contra o aumento nos preços do óleo diesel. Desde o início da política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras aumentou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, alta de 56,5%, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488.

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