Carta Capital: Doria é o que restou ao PSDB

A reportagem de capa da revista Carta Capital mostra como, diante da avalanche de denúncias que se abateu sobre os principais líderes do PSDB, o nome de João Doria acaba sendo uma das principais alternativas ao partido; "As pretensões eleitorais de Doria tornaram-se o assunto mais discutido dentro e fora dos círculos do PSDB. Quase ninguém se interessa pelas iniciativas do prefeito. Ou pela falta delas. Após três meses de gestão, o tucano é um fenômeno estritamente virtual", diz o texto

A reportagem de capa da revista Carta Capital mostra como, diante da avalanche de denúncias que se abateu sobre os principais líderes do PSDB, o nome de João Doria acaba sendo uma das principais alternativas ao partido; "As pretensões eleitorais de Doria tornaram-se o assunto mais discutido dentro e fora dos círculos do PSDB. Quase ninguém se interessa pelas iniciativas do prefeito. Ou pela falta delas. Após três meses de gestão, o tucano é um fenômeno estritamente virtual", diz o texto
A reportagem de capa da revista Carta Capital mostra como, diante da avalanche de denúncias que se abateu sobre os principais líderes do PSDB, o nome de João Doria acaba sendo uma das principais alternativas ao partido; "As pretensões eleitorais de Doria tornaram-se o assunto mais discutido dentro e fora dos círculos do PSDB. Quase ninguém se interessa pelas iniciativas do prefeito. Ou pela falta delas. Após três meses de gestão, o tucano é um fenômeno estritamente virtual", diz o texto (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Com seus principais caciques arrastados para a lama com as delações da Odebrecht, João Doria, apesar da falta de resultados concretos de gestão, é o que sobrou ao PSDB, diz reportagem de capa da revista Carta Capital.

Confira abaixo trechos do texto:

"As pretensões eleitorais de Doria tornaram-se o assunto mais discutido dentro e fora dos círculos do PSDB. Quase ninguém se interessa pelas iniciativas do prefeito. Ou pela falta delas. Após três meses de gestão, o tucano é um fenômeno estritamente virtual. Sua popularidade nas redes sociais cresce exponencialmente, em uma escalada inversamente proporcional aos resultados práticos da administração municipal. O aumento da velocidade nas Marginais, uma promessa de campanha, fez crescer novamente os acidentes e as mortes. Os mutirões de limpeza, que o levaram a se fantasiar de gari, geralmente são realizados em regiões da cidade sem problema com o lixo. O “Corujão da Saúde”, criado para agilizar as consultas médicas na periferia, tem recebido críticas crescentes. Na quinta-feira, 6, um dia depois de fazer um novo ‘milionário’ em São Paulo, a prefeitura anunciou o cancelamento das oficinas culturais nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) que beneficiavam 4 mil alunos.

Os líderes tucanos foram arrastados pelos escândalos de corrupção e pelo turbilhão de delações da Lava Jato. José Serra, além de uma atuação irrelevante e constrangedora como ministro das Relações Exteriores, é acusado de receber R$ 23 milhões de dólares no exterior. Aécio Neves, principal animador do impeachment contra Dilma Rousseff, é o político mais citado por delatores. Seu nome é tão recorrente que até a revista Veja, apesar dos cuidados na reportagem normalmente esquecidos quando os alvos são outros, dedicou-lhe uma capa. Alckmin, o padrinho de Doria, foi identificado como “Santo” na lista de propinas da construtora Odebrecht. Desconfia-se que uma delação da Camargo Corrêa, por enquanto vetada pelo Ministério Público, pioraria a situação.

(...)

'A discussão sobre a candidatura presidencial do Doria é a pauta dos desesperados', afirma Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi. “Se os candidatos treinados e conhecidos do PSDB não estivessem tão desgastados, ninguém falaria dele.”

Desesperados ou não, o fato é que os tucanos não conseguem escapar da armadilha. Há quem se pergunte se o 'efeito Doria' provocará um cataclismo no PSDB semelhante Àquele de Donald Trump no Partido Republicano dos Estados Unidos, uma guinada definitiva no perfil da legenda."

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