Clarín: Brasil corre risco de “vendaval justiceiro”

Principal veículo de comunicação da Argentina, o jornal Clarín desta quinta-feira 27 traz artigo em que questiona a condenação do ex-presidente Lula e classifica como uma triste ironia que Dilma Rousseff, uma presidente honesta, sem ligações profundas com a nefasta política brasileira, tenha sido deposta de seu cargo por "crime de responsabilidade"; embate entre estas duas figuras públicas tão queridas, referindo se a Lula e ao juiz Moro, só pode ser visto como uma catástrofe para o país que sucumbe em uma recessão jamais vista e escândalos que não acabam nunca. Seria um verdadeiro vendaval justiceiro se Lula terminasse preso, diz o jornal argentino

Principal veículo de comunicação da Argentina, o jornal Clarín desta quinta-feira 27 traz artigo em que questiona a condenação do ex-presidente Lula e classifica como uma triste ironia que Dilma Rousseff, uma presidente honesta, sem ligações profundas com a nefasta política brasileira, tenha sido deposta de seu cargo por "crime de responsabilidade"; embate entre estas duas figuras públicas tão queridas, referindo se a Lula e ao juiz Moro, só pode ser visto como uma catástrofe para o país que sucumbe em uma recessão jamais vista e escândalos que não acabam nunca. Seria um verdadeiro vendaval justiceiro se Lula terminasse preso, diz o jornal argentino
Principal veículo de comunicação da Argentina, o jornal Clarín desta quinta-feira 27 traz artigo em que questiona a condenação do ex-presidente Lula e classifica como uma triste ironia que Dilma Rousseff, uma presidente honesta, sem ligações profundas com a nefasta política brasileira, tenha sido deposta de seu cargo por "crime de responsabilidade"; embate entre estas duas figuras públicas tão queridas, referindo se a Lula e ao juiz Moro, só pode ser visto como uma catástrofe para o país que sucumbe em uma recessão jamais vista e escândalos que não acabam nunca. Seria um verdadeiro vendaval justiceiro se Lula terminasse preso, diz o jornal argentino (Foto: Aquiles Lins)

Jornal do Brasil - Politicamente, o Brasil é o país de ironias, diz o artigo publicado pelo jornal argentino Clarín nesta quinta-feira (27).

Ironia que um sábio sociólogo progressista como Fernando Henrique Cardoso tenha liderado uma coalizão modernizadora e conservadora.

O autor afirma que também foi uma triste ironia que Dilma Rousseff, uma presidente honesta, sem ligações profundas com a nefasta política brasileira, tenha sido deposta de seu cargo por "crime de responsabilidade."

É uma amarga ironia que seu ex-vice e atual presidente Michel Temer tenha seu nome afundado na lama da corrupção, esteja sendo protegido por uma tropa parlamentar, que acredita principalmente que precisa salva lo para salvar sua própria pele. E mais ainda é uma ironia que Lula, que foi presidente duas vezes, seja condenado (em primeira instância) a 9 anos "e meio" de prisão por subornos supostamente aceites durante o seu mandato, em um país em que o enriquecimento ilícito de políticos alcança números que excedem muito o preço de um apartamento.

Claro que isso não justificaria a conduta de Lula. Mas tentamos colocar as coisas em um contexto. Lula é culpado? Não é totalmente claro, opina. As provas do juiz Sergio Moro para condenar Lula não parecem conclusivas. Baseiam-se, por um lado, em informantes recompensados pela delação premiada, o que presume se incentivar a produção de acusações para diminuir suas penas.

A prisão de Lula só iria adicionar um fardo para o já desestabilizado sistema político do Brasil, afirma o editorial do Clarín.

O epítome da justiça brasileira é hoje precisamente Sérgio Moro: um juiz que não acredita ser um servidor público, mas encarna a moralidade política, o processo de moralização, e o sistema político limpo.

O embate entre estas duas figuras públicas tão queridas, referindo se a Lula e ao juiz Moro, só pode ser visto como uma catástrofe para o país que sucumbe em uma recessão jamais vista e escândalos que não acabam nunca. Seria um verdadeiro vendaval justiceiro se Lula terminasse preso, finaliza.

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