CNN turca é governista, o que pode se repetir no Brasil

A chegada da gigante do jornalismo internacional CNN no Brasil movimenta o mercado doméstico de jornalistas e também provoca uma corrida a interpretações sobre a presença do veículo de mídia pelo mundo; na Turquia, país com graves violações à prática jornalística, a CNN se tornou governista e apoia o presidente Erdogan; a chegada da CNN ao Brasil atende à mesma lógica, aparentemente; Greg Beitchman, vice-presidente de Conteúdo, afirma que a expansão da CNN é estratégia global

CNN turca é governista, o que pode se repetir no Brasil
CNN turca é governista, o que pode se repetir no Brasil

247 - A chegada da gigante do jornalismo internacional CNN no Brasil movimenta o mercado doméstico de jornalistas e também provoca uma corrida a interpretações sobre a presença do veículo de mídia pelo mundo. Na Turquia, país com graves violações à prática jornalística, a CNN se tornou governista e apoia o presidente Erdogan. A chegada da CNN ao Brasil atende à mesma lógica, aparentemente. Greg Beitchman, vice-presidente de Conteúdo, afirma que a expansão da CNN é estratégia global.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "ao anunciar a presença da CNN no Brasil na segunda-feira (14), Greg Beitchman, vice-presidente de vendas de conteúdo e parcerias da CNNIC, divisão internacional da marca, afirmou que a expansão para o país fazia parte de uma estratégia global. Em nota, disse que o objetivo era 'trabalhar com parceiros que pensam da mesma maneira e que enxergam uma clara oportunidade para produtos e serviços de notícias locais da marca CNN'."

A matéria, no entanto, sublinha: "as diretrizes editoriais do grupo de mídia americano, no entanto, não são automaticamente replicadas a países que obtêm licenciamento para uso de sua marca. O grupo pertencia a Audy Dogan, um dos homens mais ricos do país. Erdogan acusava os veículos de preconceito contra seu partido político. A Dogan era dona da CNN Turquia, do Kanal D e dos jornais Hurriyet e Posta, todos vendidos. O conteúdo das marcas passou a ser encarado como pró-governo."

E complementa: "anos antes, em 2009, a mesma mudança editorial foi percebida quando a Dogan foi multada em US$ 2,5 bilhões por impostos não pagos e precisou vender os periódicos Milliyet e Vatan para a Demiroren. Opositores do governo encararam a o ato como uma pressão para abafar as críticas dos veículos ao regime turco."

 

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