Coelho: impeachment tem toda a cara de golpe

"Quanto mais forçado for o argumento contra ela – o das pedaladas fiscais me parece pouco eloquente –, mais a imagem de golpe se intensifica. Ainda mais quando são os derrotados em 2014 que fazem a festa: como não ver a clássica figura do tapetão, do 'terceiro turno', nessa febre?", diz o colunista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo

"Quanto mais forçado for o argumento contra ela – o das pedaladas fiscais me parece pouco eloquente –, mais a imagem de golpe se intensifica. Ainda mais quando são os derrotados em 2014 que fazem a festa: como não ver a clássica figura do tapetão, do 'terceiro turno', nessa febre?", diz o colunista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo
"Quanto mais forçado for o argumento contra ela – o das pedaladas fiscais me parece pouco eloquente –, mais a imagem de golpe se intensifica. Ainda mais quando são os derrotados em 2014 que fazem a festa: como não ver a clássica figura do tapetão, do 'terceiro turno', nessa febre?", diz o colunista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Na coluna Não é golpe, mas parece, o colunista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo, critica o oba-oba em torno de eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Quanto mais forçado for o argumento contra ela – o das pedaladas fiscais me parece pouco eloquente –, mais a imagem de golpe se intensifica. Ainda mais quando são os derrotados em 2014 que fazem a festa: como não ver a clássica figura do tapetão, do 'terceiro turno', nessa febre?", questiona.

"Cada um pode achar, naturalmente, o que quiser. Mas a política não é jogo de um lance só. Quando não se preveem os desdobramentos futuros de uma iniciativa, a irresponsabilidade toma conta."

Ele afirma ainda que o golpe seria um mau negócio para a oposição. "Se tudo correr como preveem os otimistas do impeachment, a crise estará mais ou menos debelada, num clima de maior consenso do que o possível hoje em dia, aí por 2017 ou 2018", afirma. "Talvez a essa altura o PT esteja completamente esfacelado pelos julgamentos da Lava Jato; mas também é possível que a impopularidade geral, que agora concentra, se disperse em direção aos novos personagens no poder."

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