Começa a fragmentação bolsonarista nas redes

Após o início caótico do governo Bolsonaro, uma das consequências mais esperadas não tardou a se concretizar: os seguidores de rede social do presidente eleito se dividiram e deram início a uma fragmentação que pode custar o apoio residual que ainda produz um efeito de legitimidade no governo; o cargo no Banco do Brasil para o filho do general Mourão estressou os seguidores e materializou discórdias; a percepção da velha política do toma-la-dá-cá também invadiu as redes e pode-se dizer que a situação do bolsonarismo, a rigor, já foi melhor

Começa a fragmentação bolsonarista nas redes
Começa a fragmentação bolsonarista nas redes

247 - Após o início caótico do governo Bolsonaro, uma das consequências mais esperadas não tardou a se concretizar: os seguidores de rede social do presidente eleito se dividiram e deram início a uma fragmentação que pode custar o apoio residual que ainda produz um efeito de legitimidade no governo. O cargo no Banco do Brasil para o filho do general Mourão estressou os seguidores e materializou discórdias. A percepção da velha política do toma-la-dá-cá também invadiu as redes e pode-se dizer que a situação do bolsonarismo, a rigor, já foi melhor. 

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "em menos de duas semanas após a posse do novo governo, decisões tomadas por Jair Bolsonaro, por integrantes de seu primeiro escalão ou por seu partido, o PSL, foram vistas com desconfianças na base mais fiel de seguidores do presidente da República, a chamada rede bolsonarista na internet. O acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a indicação do filho do vice-presidente, Hamilton Mourão, para cargo mais alto no Banco do Brasil e até mudanças na legislação armamentista, uma das bandeiras de Bolsonaro, geraram discórdia nas redes sociais entre apoiadores e influenciadores digitais da 'nova direita'."

E acrescenta: "as primeiras críticas de apoiadores de Bolsonaro surgiram no dia seguinte à posse, dia 2, quando o PSL anunciou que referendaria a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à Câmara. Seguidores do presidente associaram a aliança à 'velha política' e ao 'toma lá da cá', práticas que o próprio presidente diz combater. Bolsonaro, então, já como presidente empossado, retuitou uma publicação do perfil 'Coluna de Direita', no Twitter, que dizia que "algumas pessoas têm de entender como se joga xadrez" – depois, a publicação foi apagada do perfil do presidente. Os 52 deputados eleitos pelo PSL, partido do presidente, devem votar em Maia em troca presidência de comissões importantes como a Constituição e Justiça."

 

 

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