CPMI retira DCM de lista de fake news após inclusão indevida

​Um trabalho elaborado pela Consultoria Legislativa da CPMI das Fake News incluiu indevidamente o Diário do Centro do Mundo entre os sites desinformativos, ou seja, que publicam notícias falsas

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Reprodução)
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247 - A CPMI sobre fake news reconheceu o erro de ter incluído o Diário do Centro do Mundo entre os sites desinformativos. Alertada pela direção do site de que houve erro, que acarreta sérios danos materiais ao DCM e morais a seus profissionais, a Consultoria Legislativa da CPMI divulgou uma nova informação técnica.

Nesse novo trabalho, os consultores Cristiano Aguiar Lopes e Daniel Chamorro Petersen reconhecem a inclusão indevida do site e excluem o DCM da lista.

“Instados pela manifestação do Diário do Centro do Mundo, realizamos uma revisão desses conteúdos. Nessa revisão, observamos que os conteúdos citados nas checagens acima foram retificados ou retirados do ar. Desse modo, concluímos pela exclusão do canal “Diário do Centro do Mundo” da categoria “canal com comportamento desinformativo”. Portanto, será realizada a sua reclassificação no anexo da informação e promovida a sua retirada da lista”, escreveram.

Um dos critérios utilizados pelos consultores para a elaboração da lista foi a publicação de três ou mais notícias contestadas pela Agência Lupa, Estadão Verifica, Comprova, Aos Fatos, Fato ou Fake, E-farsas e boatos.org.

Mesmo por esse critério, o DCM não poderia figurar na lista, pois, questionada pela direção do site, a Consultoria Legislativa só conseguiu apresentar dois conteúdos do DCM contestados pelas agências de checagem.

Esses conteúdos já não estavam no site quando da elaboração da lista, pois, tão logo verificada a sua improcedência, o DCM havia feito a correção.

O que chama a atenção no episódio foi a elaboração da lista sem que o DCM pudesse apresentar suas explicações.

Também causa estranheza que a informação técnica equivocada tenha sido entregue a veículos da imprensa corporativa (ou velha imprensa) sem que sequer todos os parlamentares da CPMI tenham tido acesso ao documento.

“Tomei conhecimento da lista pelo jornal, o que é muito estranho. Não deliberamos sobre essa informação técnica que está flagrantemente errada”, disse a deputada Luizianne Lins (PT-CE), que é jornalista e professora universitária na área de comunicação.

Dois jornais, O Globo e a Folha de S. Paulo, publicaram a lista sem ouvir o DCM, o que contribuiu para desinformação de seus leitores.

Com sete anos de existência, o DCM é hoje um dos sites de notícias mais acessados do Brasil e tem em seus quadros profissionais experientes, detentores de alguns dos principais prêmios de jornalismo no país. 

O site tem uma carta de princípios, elaborada por seus fundadores, Paulo Nogueira e Kiko Nogueira, em que é expresso o compromisso com as melhores práticas do jornalismo, a liberdade de opinião e a defesa de um Brasil socialmente justo.

Ressalte-se ainda que o erro da Consultoria Técnica da CPMI das Fake News não abalará o compromisso do DCM com o exercício de um jornalismo independente e crítico.

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