Cresce a percepção de que Bolsonaro governa para a família e de que a comunicação é um desastre, diz Dimenstein

"Uma das táticas do presidente é produzir polêmicas, ataques aos inimigos ou supostos inimigos, gerando repercussão nas redes. Mas o resultado, como mostra o Datafolha, é ruim"

(Foto: Reprodução)

247 – O jornalista Gilberto Dimenstein, editor do Catraca Livre, avalia que as táticas de comunicação do governo estão afundando sem parar a imagem de Bolsonaro. Uma das razões ( entre várias) é a crescente percepção de que Bolsonaro governa para sua família – prova disso é a indicação de Eduardo para a embaixada em Washington, além das intervenções no Ministério da Justiça e Polícia Federal para proteger Flávio. Em menos de dois meses, a reprovação de Bolsonaro passou de 33% para 38% em relação ao levantamento de julho. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios. A aprovação caiu de 33% em julho para 29% agora", diz ele.

"Uma das táticas do presidente é produzir polêmicas, ataques aos inimigos ou supostos inimigos, gerando repercussão nas redes. De manhã, ele faz uma paradinha na porta do Palácio da Alvorada. Aí aproveita para atacar de Macron a Merval Pereira, passando de Luciano Huck e João Dória. Até ganha repercussão. Mas o resultado, como mostra o Datafolha, é ruim", aponta.

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