Crescimento da Netflix preocupa barões da Mídia

O jornalista Altamiro Borges destaca em seu blog que uma pesquisa realizada pelo Instituto Wall Street Cowen & Co. deve ter "causado calafrios nos bilionários donos de emissoras de tevê no Brasil, principalmente na famiglia Marinho"; pesquisa aponta que "o serviço de vídeos sob demanda já é a plataforma de entretenimento mais popular nos EUA, movimento que logo deve chegar ao Brasil

Crescimento da Netflix preocupa barões da Mídia
Crescimento da Netflix preocupa barões da Mídia

247 - O jornalista Altamiro Borges destaca em seu blog que uma pesquisa realizada pelo Instituto Wall Street Cowen & Co. deve ter "causado calafrios nos bilionários donos de emissoras de tevê no Brasil, principalmente na famiglia Marinho". A pesquisa aponta que "o serviço de vídeos sob demanda já é a plataforma de entretenimento mais popular nos EUA. Ele superou as TVs aberta e por assinatura e até o YouTube"; De acordo com o levantamento, a plataforma mais utilizada para visualizar conteúdo de vídeo é a Netflix, com 27% . A TV paga ficou com 20%; e o YouTube obteve 11% dos votos.

"O cenário mais grave ainda, conforme apontou a jornalista Keila Jimenez do site R-7, encontra-se entre a juventude. "Se olharmos para o recorte da pesquisa de adultos com idades entre 18 a 34 anos, a liderança da Netflix é maior: quase 40% dos jovens demonstraram que o Netflix é a plataforma mais usada para visualizar conteúdo de vídeo em suas TVs – bem à frente do YouTube (17%) TV paga (12,6%), Hulu (7,6%) e TV linear (7,5%)", destaca o jornalista.

"No artigo intitulado "O apetite insaciável da Netflix", o jornalista Maurício Stycer, do site UOL, também corrobora a ideia de que a situação da mídia tradicional tende a piorar nos próximos anos", ressalta. Matéria da revista The Economist Aaponta que "a Netflix vai gastar entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões (de R$ 47 bilhões a R$ 51 bilhões) em 2018, mais do que qualquer estúdio gasta com filmes ou canais de TV investem em programação (excluindo esportes). Seus assinantes receberão 82 filmes em um ano, enquanto a Warner, o maior estúdio americano, vai lançar 23".

Para ele, "os barões da mídia nativa, que idolatram o chamado "livre mercado" e a total desregulamentação da economia, deveriam ficar mais atentos ao andar da carruagem – ou do míssil. Se bobear, o seu monopólio na televisão será substituído em breve pelo monopólio da Netflix. A conferir", diz.

Leia a íntegra da análise. 

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