DCM: Dallagnol é caso raro de auto constrangimento

Para o jornalista Kiko Nogueira, o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, "é o principal agente desmoralizador de si mesmo. Não precisa de ninguém para se ocupar disso. Nele se unem a megalomania, a ambição, a arrogância, a fama, a fé evangélica e a falta de noção, resultando num pacote de auto constrangimento e vergonha alheia"

O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)
O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, "é o principal agente desmoralizador de si mesmo. Não precisa de ninguém para se ocupar disso", escreve o jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo.

"Nele se unem a megalomania, a ambição, a arrogância, a fama, a fé evangélica e a falta de noção, resultando num pacote de auto constrangimento e vergonha alheia", descreve o colunista, para quem "Dallagnol embarcou numa ego trip que ninguém mais controla". 

Além disso, o procurador "vai faturando" com suas palestras, que custam entre 30 e 40 mil reais, como lembra Nogueira. "Enquanto durar a Lava Jato, e ela não tem hora para terminar, eles vão se dar bem. Se a grana é oriunda, eventualmente, de uma categoria extremamente afeita a sonegar impostos, como a dos médicos, não tem problema", diz ele.

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