Depósito de assessor anuncia um governo podre

O sociólogo Celso Rocha de Barros diz que "ninguém estava pronto para um escândalo desses já agora"; ele se refere ao depósito de Fabrício Queiroz, ex assessor de Flavio Bolsonaro, na conta de Michelle Bolsonaro, sua madrasta; para Rocha de Barros, a lua de mel mínima entre eleito e eleitores foi comprometida por esse fato que, por sua vez, pode ter consequências imprevisíveis

Depósito de assessor anuncia um governo podre
Depósito de assessor anuncia um governo podre (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - O sociólogo Celso Rocha de Barros diz que "ninguém estava pronto para um escândalo desses já agora". Ele se refere ao depósito de Fabrício Queiroz, ex assessor de Flavio Bolsonaro, na conta de Michelle Bolsonaro, sua madrasta. Para Rocha de Barros, a lua de mel mínima entre eleito e eleitores foi comprometida por esse fato que, por sua vez, pode ter consequências imprevisíveis. 

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, o sociólogo afirma: "acabamos de sair da pior campanha eleitoral de nossa história, e mesmo os derrotados da eleição estavam aproveitando a trégua para respirar e se reorganizar. A maioria dos eleitores brasileiros votou em Bolsonaro, e, como convém a maiorias eleitorais no mês entre a eleição e a posse, ainda se permite ter esperança com o novo governo. Em não se tratando de reeleição, alguma lua de mel sempre é concedida ao recém-eleito."

Rocha de Barros se pergunta: "qual a probabilidade de aparecer uma denúncia de corrupção quente, antes da posse, que não tenha aparecido na campanha?"

E explica: "o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador recém-eleito Flávio Bolsonaro, movimentou em 2016 e 2017 muito mais dinheiro do que poderia, plausivelmente, ter ganho com suas fontes de renda conhecidas. Entre os vários depósitos suspeitos feitos por Fabrício, R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, nossa nova primeira-dama."

 

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