Dimenstein aponta ‘golpe articulado por Cunha’

"Não vou colocar na minha biografia apoio a um movimento que está com cara de golpe, comandado pelo o que existe de pior na política, com tipos como Cunha e Paulinho da Força", escreve o jornalista, em sua página no Facebook; segundo Gilberto Dimenstein, que diz não ter "nenhum respeito por Dilma", "ainda é menos ruim tolerar" a presidente "por mais alguns anos do que ficar com Temer, empossado por um achincalhe democrático"

"Não vou colocar na minha biografia apoio a um movimento que está com cara de golpe, comandado pelo o que existe de pior na política, com tipos como Cunha e Paulinho da Força", escreve o jornalista, em sua página no Facebook; segundo Gilberto Dimenstein, que diz não ter "nenhum respeito por Dilma", "ainda é menos ruim tolerar" a presidente "por mais alguns anos do que ficar com Temer, empossado por um achincalhe democrático"
"Não vou colocar na minha biografia apoio a um movimento que está com cara de golpe, comandado pelo o que existe de pior na política, com tipos como Cunha e Paulinho da Força", escreve o jornalista, em sua página no Facebook; segundo Gilberto Dimenstein, que diz não ter "nenhum respeito por Dilma", "ainda é menos ruim tolerar" a presidente "por mais alguns anos do que ficar com Temer, empossado por um achincalhe democrático" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O jornalista Gilberto Dimenstein publicou um texto em sua página no Facebook na manhã desta quarta-feira 9 em que diz não ter "nenhum respeito por Dilma" e por seu governo, mas que não colocará "apoio a um movimento que está com cara de golpe, comandado pelo o que existe de pior na política".

"Até tento, mas não consegui ver nas razões do impeachment um forte motivo legal para tirar a presidente (...). Ainda é menos ruim tolerar Dilma por mais alguns anos do que ficar com Temer, empossado por um achincalhe democrático", afirma Dimenstein.

Leia abaixo a íntegra:

Estou fora.

Cada vez mais o processo de impeachment me parece um golpe articulado por Eduardo Cunha, com apoio dos setores do PMDB e PSDB, para colocar Temer na presidência.

Não tenho nenhum respeito por Dilma. Repito, nenhum. Acho-a incompetente e responsável por parte da crise econômica em que estamos metidos. Acho mais: que seu partido criou a maior máquina de corrupção de que se tem notícia.

Mas não vou colocar na minha biografia apoio a um movimento que está com cara de golpe, comandado pelo o que existe de pior na política, com tipos como Cunha e Paulinho da Força. Gente do PSDB como Serra pensa muito menos no país do que na sua própria candidatura à presidência. Talvez pelo PMDB. O discurso da moralidade tem a consistência de uma barra de manteiga na frigideira.

Até tento, mas não consegui ver nas razões do impeachment um forte motivo legal para tirar a presidente. Não há provas de seu envolvimento por corrupção. Não considero pedaladas fiscais algo que mereça essa punição.

Ainda é menos ruim tolerar Dilma por mais alguns anos do que ficar com Temer, empossado por um achincalhe democrático.

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