Distritão foi abandonado no Japão e só é usado por 4 países, diz Mello Franco

O modelo do distritão, proposto por Eduardo Cunha e encampado por Michel Temer, foi criticado pelo colunista Bernardo Mello Franco; "A fórmula foi testada no Japão, que a abandonou depois de uma série de escândalos nos anos 90. 'O sistema estimulou o clientelismo e a corrupção. Os partidos de lá estavam virando grandes PMDBs', conta o cientista político Jairo Nicolau, da UFRJ; Hoje o distritão só é adotado em quatro países: Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Ilhas Pitcairn, um simpático arquipélago de 56 habitantes. Antes de imitar o modelo afegão, nossos congressistas deveriam passar uma temporada em Cabul", escreve

Mello franco
Mello franco (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em sua coluna nesta sexta, Bernardo Mello Franco criticou a tentativa dos deputados de aprovarem o chamado distritão nas eleições.

"A outra novidade no forno é o distritão, que muda a forma como os deputados são eleitos. Seu maior entusiasta era Eduardo Cunha, sumido de Brasília por razões de força maior. Agora a bandeira está com Michel Temer.

O distritão transforma a eleição para deputado numa disputa majoritária. O sistema enfraquece os partidos, reduz a representação das minorias e dificulta a renovação do Congresso. Quem ganha são os políticos com mandato e figuras conhecidas, como artistas e jogadores de futebol.

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A fórmula foi testada no Japão, que a abandonou depois de uma série de escândalos nos anos 90. "O sistema estimulou o clientelismo e a corrupção. Os partidos de lá estavam virando grandes PMDBs", conta o cientista político Jairo Nicolau, da UFRJ.

Hoje o distritão só é adotado em quatro países: Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Ilhas Pitcairn, um simpático arquipélago de 56 habitantes. Antes de imitar o modelo afegão, nossos congressistas deveriam passar uma temporada em Cabul."

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