Do Brasil, restaram os escombros, diz Luis Felipe Miguel

O cientista político Luis Felipe Miguel demonstra decepção com os rumos do País após o golpe parlamentar de 2016; "Os resultados estão à nossa vista. O país que se projetava está dando lugar a um monte de escombros. Das ruas do Rio de Janeiro, transformadas em praça de guerra, ao Supremo dando mais um passo em sua desmoralização e enterrando a ideia de Estado laico, os últimos dias foram férteis em evidências do que está acontecendo", afirmou

Rio de Janeiro - Militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - Com todos os percalços, com todas as limitações, a partir do fim da ditadura militar nós estávamos começando a construir um país. Não era o país dos sonhos de ninguém - pelo menos não o dos meus. Era ainda injusto, pobre e violento. Mas era um país em construção que nos permitia vislumbrar a possibilidade de novos avanços.

Mas as classes dominantes brasileiras veem qualquer evolução no país como uma ameaça direta a elas. Os progressos dos últimos anos, que tantos de nós considerávamos muito tímidos e eivados de contradições, já foram demais. Então, com uma fúria impressionante, elas se dispuseram a destruir tudo o que se começara a construir.

Os resultados estão à nossa vista. O país que se projetava está dando lugar a um monte de escombros. Das ruas do Rio de Janeiro, transformadas em praça de guerra, ao Supremo dando mais um passo em sua desmoralização e enterrando a ideia de Estado laico, os últimos dias foram férteis em evidências do que está acontecendo.

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