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Editora Abril quer demitir e pagar rescisão em 10 prestações

Uma das maiores editoras do país, que publica, entre outras revistas, a Veja, pretende demitir dezenas de funcionários, entre jornalistas e profissionais da área administrativa, e quer parcelar a rescisão dos trabalhadores em dez vezes, o que contraria a lei trabalhista, que prevê que as verbas rescisórias devam ser pagas em até dez dias após a demissão; os trabalhadores rejeitaram a oferta; Sindicato dos Jornalistas de São Paulo criticou as condições propostas

Uma das maiores editoras do país, que publica, entre outras revistas, a Veja, pretende demitir dezenas de funcionários, entre jornalistas e profissionais da área administrativa, e quer parcelar a rescisão dos trabalhadores em dez vezes, o que contraria a lei trabalhista, que prevê que as verbas rescisórias devam ser pagas em até dez dias após a demissão; os trabalhadores rejeitaram a oferta; Sindicato dos Jornalistas de São Paulo criticou as condições propostas (Foto: Gisele Federicce)
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Da Revista Fórum - A editora Abril, uma das maiores do país e que publica, entre outras revistas, a Veja, pretende demitir dezenas de funcionários, entre jornalistas e profissionais da área administrativa.

A notícia começou a circular em setembro e, na semana passada, a empresa convocou trabalhadores para negociar a demissão – algo que vai ser normal com a reforma trabalhista sancionada por Temer.

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A proposta da editora é parcelar a rescisão dos trabalhadores em dez vezes, o que contraria a lei trabalhista, que prevê que as verbas rescisórias devam ser pagas em até dez dias após a demissão. Os trabalhadores, por sua vez, rejeitaram a oferta.

Confira, abaixo, a íntegra da nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP):

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Os jornalistas da Abril rejeitaram a proposta da empresa de parcelar o pagamento das verbas rescisórias em caso de demissão, proposta que contraria o que diz a lei (as verbas têm de ser pagas até o décimo dia após a demissão). A decisão foi tomada em assembleia realizada na última quinta-feira (5), na Praça Victor Civita, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A proposta de parcelar em dez vezes as verbas rescisórias, com algumas contrapartidas (pagamento de um salário a mais – obrigatório por lei neste caso –, extensão do plano de saúde por um mês além do aviso prévio e a manutenção do vale-refeição por seis meses), foi rejeitada pelos trabalhadores e trabalhadoras presentes.

Procurados há mais de um mês pela direção da Abril para negociar a situação, os dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) rejeitaram prontamente as demissões, e ainda mais as condições propostas. Em seguida, dialogaram com os trabalhadores sobre as condições apresentadas pela editora. Na primeira assembleia realizada pelo Sindicato para debater a questão, em 14 de setembro, os jornalistas definiram e aprovaram uma contraproposta à Abril.

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Os profissionais propuseram a abertura de uma consulta interna aos que queiram ser demitidos, que o acordo fosse válido para no máximo 20 demissões, com duração até novembro próximo, pagamento de tudo em até cinco parcelas, além da garantia de homologação no Sindicato de qualquer demissão realizada pela empresa até 31 de maio de 2018, entre outras questões.

A empresa não aceitou mexer em nenhum dos pontos de sua proposta inicial. Diante disso, a assembleia decidiu que não há base para assinar um acordo com a empresa, e que o Sindicato não deve realizar nenhuma homologação de demissão que desrespeite os direitos básicos estabelecidos em lei.

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A direção do SJSP segue lutando pela manutenção dos empregos na Abril, e os sindicalistas já ressaltaram que, caso haja demissões, a entidade tomará as medidas cabíveis. Os jornalistas da empresa seguem a situação com a máxima atenção, prontos para se reunir novamente caso seja preciso.

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