Editorial da Folha manifesta estupefação com canetada de Fux

 Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo manifestou incredulidade diante da decisão de Luiz Fux em suspender as investigações do Caso Queiroz, escândalo que acomete o governo Bolsonaro desde antes da posse; sobre o caso em si, o texto diz: "foram 176 saques em espécie de sua conta (cinco deles no mesmo dia) num total de mais de R$ 300 mil; houve repasses de oito funcionários ou ex-funcionários ligados ao gabinete do então deputado estadual; a mulher e duas filhas do ex-assessor são citadas no relatório, que registra, ainda, depósito de R$ 24 mil em favor da atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro"

Editorial da Folha manifesta estupefação com canetada de Fux
Editorial da Folha manifesta estupefação com canetada de Fux (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci)

247 - Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo manifestou incredulidade diante da decisão de Luiz Fux em suspender as investigações do Caso Queiroz, escândalo que acomete o governo Bolsonaro desde antes da posse. Sobre o caso em si, o texto diz: "foram 176 saques em espécie de sua conta (cinco deles no mesmo dia) num total de mais de R$ 300 mil. Houve repasses de oito funcionários ou ex-funcionários ligados ao gabinete do então deputado estadual. A mulher e duas filhas do ex-assessor são citadas no relatório, que registra, ainda, depósito de R$ 24 mil em favor da atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro."

O editorial prossegue relembrando as zonas obscuras e jamais explicadas que caraterizam o caso: "uma das filhas, Nathalia, trabalhou para Flávio antes de ser contratada pelo gabinete de Jair Bolsonaro, na época deputado federal pelo PSC. Como revelou esta Folha, ela atuava como personal trainer no mesmo período. Quanto ao dinheiro recebido por Michelle, Bolsonaro alegou, ainda antes da posse, que seria parte de pagamento de um empréstimo por ele concedido a Queiroz, seu amigo pessoal e colega de pescaria. Até aqui, tanto o ex-assessor, por declarados problemas de saúde, quanto Flávio se esquivaram de prestar esclarecimentos."

O jornal reforça: "as evidências de irregularidades são enfáticas e documentadas. Demandam apuração por parte das instâncias competentes. A decisão de Fux, contudo, mesmo que transitória, foi em sentido contrário. O ministro acatou pedido da defesa para que se aguarde o início da nova legislatura, em fevereiro, quando Flávio contará com a prerrogativa de foro dos senadores. Os advogados pretendem ainda que se considerem ilegais as provas colhidas."

 

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