El País: Cunha é o preço vergonhoso que a oposição aceitou pagar

Análise de Flávia Marreiro, do El País, ressalta que a oposição precisou se aliar a Eduardo Cunha (PMDB) para conseguir avançar na tentativa de destituição da presidente Dilma Rousseff; ela pontua, porém, que é "vergonhoso" que as principais alianças da oposição tenham aceitado este acordo com Cunha, mesmo tendo ele uma ficha corrida que estarrece o país; "Com a pouca qualidade da oposição, que nem na maior recessão em décadas conseguiu capitalizar apoio próprio relevante, seria impossível imaginar um trâmite tão célere e preciso do impeachment sem o maestro Eduardo Cunha. Réu na Lava Jato, com milhões não declarados na Suíça e gastos de sultão, está na posição central da legislação brasileira para por um mandatário nas cordas: a presidência da Câmara"

Análise de Flávia Marreiro, do El País, ressalta que a oposição precisou se aliar a Eduardo Cunha (PMDB) para conseguir avançar na tentativa de destituição da presidente Dilma Rousseff; ela pontua, porém, que é "vergonhoso" que as principais alianças da oposição tenham aceitado este acordo com Cunha, mesmo tendo ele uma ficha corrida que estarrece o país; "Com a pouca qualidade da oposição, que nem na maior recessão em décadas conseguiu capitalizar apoio próprio relevante, seria impossível imaginar um trâmite tão célere e preciso do impeachment sem o maestro Eduardo Cunha. Réu na Lava Jato, com milhões não declarados na Suíça e gastos de sultão, está na posição central da legislação brasileira para por um mandatário nas cordas: a presidência da Câmara"
Análise de Flávia Marreiro, do El País, ressalta que a oposição precisou se aliar a Eduardo Cunha (PMDB) para conseguir avançar na tentativa de destituição da presidente Dilma Rousseff; ela pontua, porém, que é "vergonhoso" que as principais alianças da oposição tenham aceitado este acordo com Cunha, mesmo tendo ele uma ficha corrida que estarrece o país; "Com a pouca qualidade da oposição, que nem na maior recessão em décadas conseguiu capitalizar apoio próprio relevante, seria impossível imaginar um trâmite tão célere e preciso do impeachment sem o maestro Eduardo Cunha. Réu na Lava Jato, com milhões não declarados na Suíça e gastos de sultão, está na posição central da legislação brasileira para por um mandatário nas cordas: a presidência da Câmara" (Foto: Valter Lima)

247 - Análise de Flávia Marreiro, do El País, ressalta que a oposição precisou se aliar a Eduardo Cunha (PMDB) para conseguir avançar na tentativa de destituição da presidente Dilma Rousseff. Ela pontua, porém, que é "vergonhoso" que as principais alianças da oposição tenham aceitado este acordo com Cunha, mesmo tendo ele uma ficha corrida que estarrece o país.

Veja os principais trechos do texto de Marreiro:

"Com a pouca qualidade da oposição, que nem na maior recessão em décadas conseguiu capitalizar apoio próprio relevante, seria impossível imaginar um trâmite tão célere e preciso do impeachment sem o maestro Eduardo Cunha. Réu na Lava Jato, com milhões não declarados na Suíça e gastos de sultão, está na posição central da legislação brasileira para por um mandatário nas cordas: a presidência da Câmara"

"É vergonhoso que as principais lideranças da oposição - entre elas Fernando Henrique Cardoso que repete que "infelizmente" temos de fazer o impeachment -, tenham aceitado sem maiores dramas essa aliança carnal com Eduardo Cunha. Sem esse pacto, seria muito difícil que mesmo o habilidoso Cunha tivesse conseguido se livrar tão bem até agora do seu processo de cassação"

"A imprensa estrangeira e parte da nacional se estarrece na hora de descrever a ficha corrida dele e dos aliados que comandarão o Big Brother da destituição até domingo na Câmara. Têm ainda mais dificuldades para esclarecer, afinal, do que se tratam os decretos e atrasos de pagamentos pelos quais, juridicamente, a Câmara se apressa em dizer que há motivos para afastar a presidenta"

"Os aliados do vice-presidente Michel Temer tentam acalmar os mais desconfortáveis garantindo que, ao menos, Cunha não será mais presidente da Câmara depois que o serviço estiver feito. Pode ser, mas não faltará em seu círculo quem avalie que seria burro tirar um político tão competente e com um comando ímpar da Casa justamente quando se promete aprovar projetos que necessitam de grande número de votos. Se a pauta for, finalmente, um ajuste fiscal e reformas palatáveis ao empresariado e ao mercado, duvido que haja patos gigantes infláveis contra o peemedebista"

Leia aqui o artigo na íntegra.

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