Eliane Cantanhêde: Moro era um troféu. Agora virou alvo

"Com o Coaf no BC e a PF em outra pasta, o que Moro ficaria, ou ficará, fazendo no abstrato Ministério da Justiça?", questiona a jornalista Eliane Cantanhêde. Bolsonaro "tem mania de perseguição e não suporta competição. Moro era um troféu, virou competidor. E alvo", afirma

Eliane Cantanhêde e Sérgio Moro
Eliane Cantanhêde e Sérgio Moro (Foto: Reprodução | ABr)
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247 - Em sua coluna publicada no jornal O Estado de S.Paulo, a jornalista Eliane Cantanhêde destaca o enfraquecimento político do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. 

"Perder o Coaf já não foi fácil, mas o que dizer da possibilidade de perder a PF? Essa seria, ou será, uma consequência direta e imediata da recriação do Ministério da Segurança Pública. Com o Coaf no BC e a PF em outra pasta, o que Moro ficaria, ou ficará, fazendo no abstrato Ministério da Justiça? Articulando politicamente com o Congresso, como foi obrigado a fazer no pacote anticrime? Não é a dele", afirma.

"Depois de acertar com o Senado que Bolsonaro vetaria o juiz de garantias – uma nova figura claramente “anti-Moro” –, o ministro foi solenemente desautorizado pelo presidente da República. O veto não veio, Moro ficou falando sozinho", acrescenta Eliena, para quem Bolsonaro "tem mania de perseguição e não suporta competição. Moro era um troféu, virou competidor. E alvo".


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