Eliane exalta Miami e reclama do IOF no exterior

Colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde relata sua experiência de compras em Miami e justifica com o argumento de que os preços no Brasil são abusivos; segundo ela, o aumento do IOF nos gastos no exterior foi um golpe duro; "Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal", diz ela

Colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde relata sua experiência de compras em Miami e justifica com o argumento de que os preços no Brasil são abusivos; segundo ela, o aumento do IOF nos gastos no exterior foi um golpe duro; "Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal", diz ela
Colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde relata sua experiência de compras em Miami e justifica com o argumento de que os preços no Brasil são abusivos; segundo ela, o aumento do IOF nos gastos no exterior foi um golpe duro; "Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal", diz ela (Foto: Leonardo Attuch)

247 - A colunista Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, dedica sua coluna deste domingo, na Folha, ao aumento do IOF incidente nas compras realizadas no exterior. Segundo ela, trata-se de um "Presente de grego no Natal" (leia aqui).

A jornalista afirma fazer parte do grupo de brasileiros que gastaram US$ 20 bilhões em 2013 com compras no exterior. "Numa tarde em Miami, sentei para tomar um café e me senti em casa, mas a minha casa é aqui", afirma.

Ela se justifica pelas compras em Miami afirmando que os preços dos produtos no Brasil são abusivos. "Em vez de aquecer a economia do Brasil, estamos movimentando o comércio e gerando empregos nos países alheios, sobretudo nos ricos. Miami passou a ser o principal destino da brasileirada, que volta com malas gigantescas abarrotadas de peças de grife e todo tipo de bugiganga", diz ela.

Depois de regressar dos Estados Unidos, ela conta ter ido a um shopping de São Paulo, para comprar lembranças de Natal, e diz que saiu com apenas duas sacolinhas, além de ter pago R$ 60 em estacionamento. "Os produtos nacionais viraram artigo de luxo, os importados custam três vezes mais que nos EUA. Nem as feiras e o comércio popular escapam. Imagine a aflição da maioria de trabalhadores ao procurar brinquedos, tênis e roupas para os filhos", afirma.

Segundo ela, isso explicaria o "pior Natal em 11 anos" do comércio brasileiro. Consumidores, como ela, estariam fugindo em massa para Miami.

Por isso mesmo, Eliane se indignou com o aumento do IPI incidente nos saques e nas compras realizadas no exterior, divulgado dias atrás pelo governo.  "A surpresa ficou por conta da reação desvairada do governo: em vez de se preocupar e se ocupar com os preços internos abusivos, aumentou o IOF e penalizou os cartões de débito em moeda estrangeira. Falta pão? Suprimam-se os brioches. Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal", conclui.



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