Entidades repudiam agressão de Bolsonaro a jornalistas

O sindicato e a federação apontam que Bolsonaro tem demonstrado “desprezo pelo Estado Democrático de Direito” com frequentes ataques à imprensa

(Foto: Marcos Correa/PR)
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Do blog do Esmael – A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal emitiram nota conjunta, nesta sexta-feira (20), após os grosseiros ataques de Jair Bolsonaro aos jornalistas que o entrevistavam na saída do Palácio da Alvorada.

A nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e da Federação Nacional dos Jornalistas afirma que, ao fazer agressões, Bolsonaro tenta “desviar do assunto [caso das Rachadinhas de Flávio Bolsonaro] e ganhar aplausos dos apoiadores que dividem o mesmo espaço com jornalistas”.

As entidades denunciam que o presidente tem uma trajetória marcada por desafiar a Constituição ao exaltar ditaduras, homenagear torturadores e destilar preconceito racial, social e de gênero. “A postura é totalmente incompatível com o cargo que ele exerce”, enfatizam as entidades.

O sindicato e a federação apontam que Bolsonaro tem demonstrado “desprezo pelo Estado Democrático de Direito” com frequentes ataques à imprensa.

Leia a íntegra da nota das entidades representativas da categoria:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam mais um violento ataque do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas. Desta vez, foi na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial do chefe do Poder Executivo.

Completamente descontrolado devido às denúncias que ligam sua família e amigos a atividades criminosas, Bolsonaro fez ataques com teor homofóbico e pessoal aos profissionais de imprensa para tentar desviar do assunto e ganhar aplausos dos apoiadores que dividem o mesmo espaço com jornalistas.

O SJPDF lembra que, ao longo de três décadas de atividade política, o atual presidente desafia impunemente a Constituição Federal, ao exaltar ditaduras, homenagear torturadores e destilar todo o tipo de preconceito social, racial e de gênero. A postura é totalmente incompatível com o cargo que ele exerce.

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