Época divulga lista da JBS com R$ 1 milhão para Temer

"Na véspera da provável decisão da Câmara, a Época recebe o vazamento de uma lista com 64 nomes de políticos que teriam recebido contribuições não declaradas na campanha eleitoral de 2014. E entre eles, Michel Temer, com a quantia de R$ 1 milhão, entregue no dia dia 2 de setembro de 2014, segundo as anotações", reproduz Fernando Brito, do Tijolaço; a data é compatível com a citada por Ricardo Saud e pelo ex-assessor de Temer, José Yunes, que recebeu de Lúcio Funaro um pacote com a mesma quantia em seu escritório, mando de Eliseu Padilha

Presidente Michel Temer durante cerimônia, em São Paulo 08/08/2017 REUTERS/Leonardo Benassatto
Presidente Michel Temer durante cerimônia, em São Paulo 08/08/2017 REUTERS/Leonardo Benassatto (Foto: Gisele Federicce)

Por Fernando Brito, do Tijolaço

A guerra é sem quartel.

Na véspera da provável decisão da Câmara, a Época recebe o vazamento de uma lista com 64 nomes de políticos que teriam recebido contribuições não declaradas na campanha eleitoral de 2014.

E entre eles, Michel Temer, com a quantia de R$ 1 milhão, entregue no dia dia 2 de setembro de 2014, segundo as anotações.

A data é compatível com a citada pelo delator Ricardo Saud e com a que o ex-assessor de Temer diz ter sido a época em que o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu que José Yunes, compadre de Temer, recebesse um pacote do doleiro Lúcio Funaro.

A revelação esquenta o clima meio morno da provável absolvição de Temer.

Mas não deve mudar o quadro de uma vitória magra do governismo.

Por enquanto, a única coisa totalmente provada é o “timing” do vazamento: a notícia certa, na hora certa, na revista certa: porque a Época (e a Globo) estão carneando Michel Temer desde que veio à tona a gravação de Joesley e chegou a anunciar sua renúncia

PS :No trecho da planilha publicado pela Época aparecem vários deputados federais e senadores. Registro que aparece o nome de Brizola Neto entre eles. Em maio na delação de Ricardo Saud o lobista disse teria pago ao assessor Luiz Fernando Emediato  por favores e que foi apresentado “ao então ministro do Trabalho Brizola Neto (PDT), mas afirmou que o então titular da pasta não tinha conhecimento do pagamento”, segundo a Folha. Emediato nega e diz que só recebeu da JBS por serviços de assessoria jornalística e diz ter documentos para prová-lo.

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