Estudo da FGV indica perda de base de Bolsonaro no Twitter depois da reunião

De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), o repúdio ao governo Jair Bolsonaro alcançou mais de 58,4% das interações no Twitter em 24 horas após a divulgação do vídeo sobre a reunião ministerial em que ele manifesta a intenção de interferência na PF

(Foto: Divulgação)
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247 - O repúdio ao governo Jair Bolsonaro alcançou mais de 58,4% das interações no Twitter em 24 horas após a divulgação do vídeo sobre uma reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano em que ele manifesta intenções de interferência na Polícia Federal. É o que aponta o monitoramento das discussões e interações no Twitter feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas.

A base de apoio a Bolsonaro chegou somente a 19% das interações. A base bolsonarista está "cada vez mais isolada". "Ao contrário da base de oposição, que agora conta com ex-membros do governo e antigos apoiadores de Bolsonaro”, afirma o estudo.

Além das tentativas de interferência na PF, crime de responsabilidade apontado no dia 24 de abril em coletiva de imprensa pelo então ministro da Justiça Sérgio Moro, o governo Bolsonaro foi se deteriorando cada vez mais na crise do coronavírus. Ele fere recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao comparecer a manifestações de rua e já pediu a reabertura de algumas atividades econômicas. Também havia classificado a Covid-19 como uma "gripezinha". Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de confirmações de coronavírus, com 365 mil, atrás apenas dos Estados Unidos (1,6 milhão).

Os dados da FGV confirmam a queda na popularidade de Bolsonaro. Pesquisa XP/Ipespe divulgada na última quarta-feira (20) mostra que o percentual de brasileiros que consideram o governo ruim ou péssimo é de 50%.

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