EUA criam Grande Irmão 2.0, denuncia Stone em ‘Snowden’

filme 'Snowden – Herói ou Traidor' é arrebatador; atrás de petróleo, os Estados Unidos, sob o democrata Barack Obama, com Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado, monitoraram a Petrobras e estariam de olho no Pré-Sal; em nome da suposta segurança nacional, em tempos sombrios de terror, os cidadãos são vigiados pelos EUA. Nada escapa: celular, Facebook, Twitter, e-mails, HD, drive externo, telefone fixo, câmeras de vigilância; leia crítica de Renato Dias para o 247 sobre o filme de Oliver Stone 

filme 'Snowden – Herói ou Traidor' é arrebatador; atrás de petróleo, os Estados Unidos, sob o democrata Barack Obama, com Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado, monitoraram a Petrobras e estariam de olho no Pré-Sal; em nome da suposta segurança nacional, em tempos sombrios de terror, os cidadãos são vigiados pelos EUA. Nada escapa: celular, Facebook, Twitter, e-mails, HD, drive externo, telefone fixo, câmeras de vigilância; leia crítica de Renato Dias para o 247 sobre o filme de Oliver Stone 
filme 'Snowden – Herói ou Traidor' é arrebatador; atrás de petróleo, os Estados Unidos, sob o democrata Barack Obama, com Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado, monitoraram a Petrobras e estariam de olho no Pré-Sal; em nome da suposta segurança nacional, em tempos sombrios de terror, os cidadãos são vigiados pelos EUA. Nada escapa: celular, Facebook, Twitter, e-mails, HD, drive externo, telefone fixo, câmeras de vigilância; leia crítica de Renato Dias para o 247 sobre o filme de Oliver Stone  (Foto: Aquiles Lins)

Renato Dias, especial para o Brasil 247 - Nem Dilma Rousseff escapou ilesa do sistema global de espionagem da CIA [Central de Inteligência dos EUA e da NSA. Emails e conversas telefônicas no seu exercício da presidência da República foram grampeados. É o que revela Edward Joseph Snowden. Nascido dia 21 de junho de 1983, ele é o personagem do novo filme de Oliver Stone, em cartaz no Brasil.

O filme 'Snowden – Herói ou Traidor' é arrebatador. Atrás de petróleo, os Estados Unidos, sob o democrata Barack Obama, com Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado, monitoraram a Petrobras e estariam de olho no Pré-Sal.

- Em tempos de golpes de Estado: Honduras, Paraguai e Brasil...

Segurança Nacional

Em nome da suposta segurança nacional, em tempos sombrios de terror, os cidadãos são vigiados pelos EUA. Nada escapa: celular, Facebook, Twitter, e-mails, HD, drive externo, telefone fixo, câmeras de vigilância. O democrata Barack Obama, antes de ser eleito, prometeu ser implacável contra a versão 2.0 do chamado 'Grande Irmão', de autoria do escritor inglês George Orwell, que lutara ao lado dos republicanos, nas trincheiras do POUM [Partido Operário de Unificação Marxista], de linhagem trotskista [Seguidores de Leon Trotsky, morto em 1940], na guerra civil espanhola, que ocorreu de 1936 a 1939 e dividiu o País.

- Barack Obama ampliou o sistema de vigilância global.

Edward Joseph Snowden, que trabalhou para o Departamento de Estado, teria construído um sistema para espiar os cidadãos. O aparelho custou bilhões e bilhões de dólares. Recursos do Tesouro dos EUA. Idealista, ele alistou-se no Exército, queria defender a Nação, deslocou-se pa¬ra a área de contrainteligência e passou a monitorar países alinhados e não-alinhados com o Tio Sam. Até a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, criada e formada na extinta RDA, então aliada dos comunistas soviéticos, sucumbiu à bisbilhotagem dos falcões america¬nos. Comandante, Hugo Chávez, já morto, compõe a lista dos vigiados pela Casa Branca.

- Motivo: Bolivarianismo.

Espionagem

Idealista, Edward Joseph Snowden vê os números da espionagem. Com epilepsia, entra em estado de paranoia. Até o seu computador pessoal e o seu celular estariam grampeados. Ele resolveu então romper com o sistema de espionagem. De Hong Kong, aciona os jornais The Guardian, Inglaterra, e The Washington Post, EUA. O sistema global de vigilância é denunciado. Entre eles, o Prism. A sua história, que parece um thriller político à época da guerra fria – sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos vê sinais de uma nova guerra fria em 2016 -, vira um documentário. Por Laura Poitras. É Citizenfour, ganhador do Oscar de documentário.

- Nitroglicerina pura!

Oliver Stone é diretor de filmes celebrados e críticos como JFK – A pergunta que não quer calar, que disseca os bastidores do assassinado, em Dallas, EUA, em 22 de novembro de 1963, do presidente americano, John Fitzgerald Kennedy, amante de Marilyn Monroe. Assim como de Nascido em 4 de julho. A produção cinematográfica aborda um tema-tabu: a guerra perdida do Vietnã. O realizador lançou ainda no mercado Nixon. Trata-se do presidente da República que renunciou, em 1974, após o escândalo denominado de Watergate. Ao Sul da Fronteira, título de um filme de 2014, abre espaços para o bolivarianismo de esquerda das Américas.

- Mi amigo Hugo é de 2014.

Fatos reais

O crítico de cinema de 'O Estado de S. Paulo' é taxativo. O mérito de Oliver Stone, em Snowden – Herói ou traidor, é transformar fatos reais em ficção. Sem distorcer o que contém de verdade, observa o jornalista. Teorias da conspiração existem mesmo, explica. A tensão marca a construção da história, admite. O cineasta projeta na telona uma imagem positiva de Edward Joseph Snowden, pontua. A maioria dos americanos o considera um traidor, dispara. No filme, ele é visto como uma espécie de consciência em progresso, adianta.
- Até tomar a decisão de abrir o que sabe.

Serviço

Estreia

Título: 'Snowden – Herói ou Traidor'

Diretor: Oliver Stone

Filmografia: Platoon, Nascido em 4 de Julho, Ao Sul da Fronteira, Hugo, meu amigo, Snowden, Herói ou Traidor

Avaliação do repórter: ótimo

Cronologia dos Fatos

1983
Nasce Edward Joseph Snowden

2004
Ele alista-se no Exército dos EUA

2006
Edward Joseph Snowden trabalha na CIA/NSA

2013
Edward Joseph Snowden trabalha no Havaí

2015
Ele é Indicado ao Prêmio Nobel da Paz

2016
Edward Joseph Snowden vive na Rússia

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