Facebook censura Barão de Itararé por notícia sobre Venezuela

Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, denuncia que a página sofreu censura do Facebook em uma postagem sobre a Venezuela e diz que a plataforma escolhe lado e "silencia vozes dissonantes"

Facebook censura Barão de Itararé por notícia sobre Venezuela
Facebook censura Barão de Itararé por notícia sobre Venezuela

Rede Brasil Atual - O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, um dos principais personagens na luta pela democratização da comunicação, denuncia que sofreu censura do Facebook em uma postagem sobre a Venezuela. Trata-se de uma notícia compartilhada do do portal Conexão Jornalismo sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em destinar R$ 224 milhões para o acolhimento de imigrantes venezuelanos em Roraima.

Com o título "Bolsonaro doa R$ 224 milhões para apoiar golpe na Venezuela", a reportagem lembra críticas do presidente a empréstimos realizados pelo BNDES a empresas brasileiras que atuam no exterior, e diz que o montante poderia ser utilizado na assistência de brasileiros pobres e desempregados.

Compartilhada pela página do Barão de Itararé Rio de Janeiro, a postagem, publicada em 30 de abril, chegou a 259 compartilhamentos e 71 curtidas, mas teve o seu alcance reduzido, três dias depois, após a agência de notícias AFP Brasil classificá-la como "distorcida", em serviço de checagem associado ao Facebook.

Para a secretária-geral do Barão, Renata Mielli, existe uma disputa política internacional em torno das questões sobre a Venezuela, e o Facebook, ao adotar um dos lados dessa disputa, não combate "fake news", mas "silencia vozes dissonantes", buscando impor determinada narrativa sobre os acontecimentos no país vizinho.

"Me pergunto, porque a plataforma ou as agências de checagem de informação também não classificam como distorcidas ou exageradas as notícias que dizem que há um ditador na Venezuela? Por que não classificam como distorcidas as informações que colocam Guaidó como presidente daquele país?", critica ela.

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