Fernando Brito: achou-se Queiroz. Mas não basta achar, tem de depor

"Quando Toffoli tomou a decisão que protege Flávio Bolsonaro, seu pai presidente disse que, com o filho, estava 'tudo resolvido', mas que faltava ainda 'ouvir o Queiroz'", escreveu o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço. "Faltava, não, ainda falta. E não há sinal algum de que isso vá acontecer. Sérgio Moro e a valente PF sabem onde podem meter o nariz"

(Foto: Fabio Pozzebon - ABR)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Daniel Pereira, Adriana Dias Lopes e Fernando Molica, da Veja, num belo trabalho de investigação e paciência, responderam à pergunta que o Brasil fazia: afinal, onde está Queiroz, Fabrício Queiroz, o “Wally” das encrencas financeiras do gabinete de Flávio Bolsonaro, o filho presidencial 01.

Não estava homiziado nas brenhas do sertão, mas morando no bem tratado bairro do Morumbi, da classe média alta paulistana e é bem estranho que com toda a exposição que teve na mídia, não tenha sido reconhecido antes.

Com todo o respeito aos três repórteres competentes, é preciso reconhecer, porém, que muito mais facilidade que eles teriam, claro, policiais federais se tivessem se dedicado a isso.

E não se culpe apenas a determinação do presidente do STF, Dias Toffoli de suspender investigações baseadas em relatórios do finado Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf: afinal, ela foi tomada em 16 de julho, quando o sumiço de Queiroz já contava quase sete meses, e o caso Queiroz vem já de 2018.

Aliás, quando Toffoli tomou a decisão que protege Flávio Bolsonaro, seu pai presidente disse que, com o filho, estava “tudo resolvido”, mas que faltava ainda “ouvir o Queiroz”.

Faltava, não, ainda falta. E não há sinal algum de que isso vá acontecer.

Sergio Moro e a valente PF sabem onde podem meter o nariz.

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