Fernando Brito: Brasil tem 100 mil pelo coronavírus. E daí?

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, observa que apesar dos registros oficiais das secretarias estaduais de Saúde apontarem 99.572 mortes "é certo dizer que os óbitos relacionados à Covid-19, devido a subnotificação, "já superam , e com muita folga, o número inacreditável de 100 mil"

Homenagem em São Paulo às 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil 07/08/2020
Homenagem em São Paulo às 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil 07/08/2020 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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Por Fernando Brito, no Tijolaço - Embora o registro oficial das secretarias estaduais de Saúde esteja ainda “só” em 99.572 mortes, como o banco de dados tem um forte atraso na atualização, é certo dizer que as baixas fatais (as oficiais, pois sabemos das subnotificações e dos muitos casos onde se esperam os resultados dos testes) já superam , e com muita folga, o número inacreditável de 100 mil.

O que é pior, porém: sem que isso tenha acontecido já num quadro de redução dos casos de infecção e morte.

Na média atual, no dia 11 de novembro, daqui a 96 dias, já não serão 100 mil, mas 200 mil vidas perdidas.

Um em cada mil brasileiros.

Os infectados, em lugar de beirarem os 3 milhões, serão sete milhões.

30 em cada mil brasileiros.

Se não piorar o que temos, com repiques de casos, como já estamos vendo em algumas cidades.

A pior tragédia da história brasileira não provoca mais que um “e daí?” do presidente da República.

E, inacreditavelmente, 30% dos brasileiros, doentes de ódio, o apoiam.

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