Fernando Brito: Moro segue 'pendurado' em Glenn

O jornalista Fernando Brito, editor do blog Tijolaço, afirma que Sergio Moro não respondeu às questões que lhe foram direcionadas; ele diz : "suas evasivas e as negativas de assumir peremptoriamente que não tinha dito o que tinha sido revelado o deixa na mesma posição de fragilidade que está desde o dia 9 de junho, quando o The Intercept publicou a primeira reportagem."

(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Por Fernando Brito, do blog Tijolaço - A defesa  – e o ataque – de Sérgio Moro, hoje, na Câmara, não o levaram um passo além do que teve domingo, com as manifestações de apoio dos grupos de extrema-direita que faz.

Dificilmente acontecerá algo de novo na audiência, que se prolonga até este momento e, portanto, já é possível avaliar o comportamento do atual ministro da Justiça.

Suas evasivas e as negativas de assumir peremptoriamente que não tinha dito o que tinha sido revelado o deixa na mesma posição de fragilidade que está desde o dia 9 de junho, quando o The Intercept publicou a primeira reportagem.

Depende do que vai aparecer.

Não posso, é claro, adivinhar o que Glenn Greenwald tem em seu arsenal.

Moro não melhorou sua defesa além das alegações de hachker e manipulações sobre as quais não pode dar informações.

Mas a piorou, em muito, quando não foi capaz de responder sobre a investigação da Polícia Federal e do Coaf sobre o autor das reportagens.

Isto é, não foi capaz de negar que estivesse zelando para que as investigações não preservassem a proteção constitucional de fonte jornalística.

Colocou o jornalista como objeto de perseguição policial.

Moro está pendurado na hipótese de não haver um diálogo explícito, de um áudio comprometedor.

Não inverteu as pedras e deixou com seus acusadores, em breve, o próximo movimento.

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