Fernando Brito: “vão parar este homem?”

"Quatro dias depois de iniciada a caravana de Lula pelo Nordeste, já ficou claro, pela mobilização que se formou, que boa parte das camadas mais simples da população já se 'vacinou' contra a ofensiva midiático-judicial contra Lula. Hoje, o problema que se colocou para o conservadorismo é o como deter uma nova “onda” Lula que começa a se formar, perceptivelmente", escreve o jornalista, editor do blog Tijolaço

20/08/2017- Lula durante visita ao Acampamento Valdir Macedo do MST no município de Jandaíra Foto: Ricardo Stuckert
20/08/2017- Lula durante visita ao Acampamento Valdir Macedo do MST no município de Jandaíra Foto: Ricardo Stuckert (Foto: Gisele Federicce)
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Por Fernando Brito, do Tijolaço

Quatro dias depois de iniciada a caravana de Lula pelo Nordeste, já ficou claro, pela mobilização que se formou, que boa parte das camadas mais simples da população já se “vacinou” contra a ofensiva midiático-judicial contra Lula.

Hoje, o problema que se colocou para o conservadorismo é o como deter uma nova “onda” Lula que começa a se formar, perceptivelmente.

Como diz o professor Wanderley Guilherme dos Santos, hoje, no Conversa Afiada, “a direita e a esquerda de nariz torcido evitam reconhecer que a indestrutibilidade de Lula não é propaganda partidária, mas fenômeno sociológico”.

Talvez em função de não compreenderem, por sua natureza essencialmente egocêntrica, que a história é construída muito menos por homens do que por personagens, representações de vontades e aspirações que se corporificam em líderes, para muito além de suas limitações e fraquezas humanas.

Aliás, a mesquinhez em prender-se às suas próprias convicções, desprezando os fatos e significados concretos que estão visíveis (não é Dr. Moro?) são típicos dos que olham a todos  com a superioridade de julgadores e não com a identidade de uma coletividade, de uma Nação.

Assista o discurso de Lula (a partir do minuto 36) na entrega de um título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Sergipe, na cidade de Lagarto. Aquele que o juiz proibiu de entregar na Bahia, disse o ex-presidente hoje cedo numa entrevista, já está entregue em cada diploma de aluno negro, de aluno pobre que jamais teria se tornado doutor.

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