Fim de reserva indígena por Bolsonaro já repercute na imprensa global

Site do jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem nesta terça que expõe a ameaça à população indígena da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, que está na mira de Bolsonaro para exploração de minérios; o tema da revisão das terras indígenas pelo futuro governo do Brasil também ganhou espaço na última edição da revista The Economist

Fim de reserva indígena por Bolsonaro já repercute na imprensa global
Fim de reserva indígena por Bolsonaro já repercute na imprensa global

247 - A ameaça de Jair Bolsonaro de rever a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em um futuro próximo já repercute na imprensa internacional. Nesta terça-feira 18, foi noticiado que o governo prestes a assumir terá um conselho para discutir as demarcações, composto pelos ministérios da Agricultura; Defesa; Meio Ambiente; Mulher, Família e Direitos Humanos; e Gabinete de Segurança Institucional.

Também nesta terça, o site do jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem que expõe a ameaça à população indígena local. "Bolsonaro toma posse no dia 1º de janeiro com promessas de legalizar a mineração e a agricultura comercial sobre reservas indígenas e acabar com a "multa" das agências ambientais", diz o texto, assinado por Dom Phillip, correspondente em São Paulo.

"Ele prometeu ajudar os mineradores de ouro ilegais, chamados garimpeiros, cujo trabalho destrutivo tem sido descrito pelos ativistas como uma epidemia na Amazônia. Seu novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cuja nomeação foi recomendada por grupos do agronegócio, disse que quer a 'defesa do meio ambiente com o apoio do desenvolvimento econômico'", prossegue a matéria.

A reportagem traz uma entrevista da fotógrafa suíça Claudia Andujar, cujo trabalho sobre os yanomami, que já foi visto internacionalmente, abriu no último sábado 15 a exposição A Luta dos Yanomami, no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

O tema da revisão das reservas indígenas pelo futuro governo do Brasil também ganhou espaço na última edição da revista The Economist. "Representantes indígenas particularmente temem a influência do lobby dos fazendeiros. Em grande parte do centro e do sul do Brasil, os indianos vivem em conflito com os agricultores por terra. Diz-se agora que a bancada parlamentar do plenário conta com 260 deputados e senadores, de um total de 594", expõe a publicação britânica.

"Eles são encorajados pela recente eleição de Jair Bolsonaro, populista de direita, que diz que quer o fim de novas demarcações (mas também supostamente para tornar mais fácil para as tribos lucrarem com suas terras). Mesmo antes da eleição de Bolsonaro, o governo sugeriu o desejo de aprovar mais projetos de mineração, perfuração e agricultura, independentemente de sua localização. A agência para os povos indígenas teve seu orçamento reduzido em cerca de 40% em 2017, como parte dos cortes de gastos para fechar um déficit fiscal", prossegue a matéria.

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