Folha: fiasco dos protestos deve frear ritmo do impeachment

Para o jornal de Otávio Frias, não se descarta que o protagonismo de Eduardo Cunha no impeachment tenha afastado parcelas da população, já que “a maioria inconteste defende sua cassação”; afirma ainda que os organizadores dessas manifestações contra o governo apostam que será vagaroso o ritmo de tramitação do impeachment na Câmara – "e provavelmente estão certos", diz

Para o jornal de Otávio Frias, não se descarta que o protagonismo de Eduardo Cunha no impeachment tenha afastado parcelas da população, já que “a maioria inconteste defende sua cassação”; afirma ainda que os organizadores dessas manifestações contra o governo apostam que será vagaroso o ritmo de tramitação do impeachment na Câmara – "e provavelmente estão certos", diz
Para o jornal de Otávio Frias, não se descarta que o protagonismo de Eduardo Cunha no impeachment tenha afastado parcelas da população, já que “a maioria inconteste defende sua cassação”; afirma ainda que os organizadores dessas manifestações contra o governo apostam que será vagaroso o ritmo de tramitação do impeachment na Câmara – "e provavelmente estão certos", diz (Foto: Roberta Namour)
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247 – A ‘Folha de S. Paulo’ comenta a baixa adesão das manifestações contra o governo. Diz que não se descarta que o protagonismo de Cunha no impeachment tenha afastado parcelas da população, já que “a maioria inconteste defende sua cassação”.

Afirma ainda que o fiasco dos protestos deve frear o processo contra Dilma: "Os organizadores desses eventos, portanto, apostam que será vagaroso o ritmo de tramitação do impeachment na Câmara –e provavelmente estão certos".

Leia o editorial sobre o assunto:

Sem empolgação

É provável que os organizadores das manifestações realizadas no domingo (13) contra a presidente Dilma Rousseff (PT) tenham razão ao afirmar que houve pouco tempo para promover seus atos.

Todos foram pegos de surpresa quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu deflagrar o processo de impeachment de Dilma. Passaram-se menos de duas semanas desde então, e pode-se argumentar que, mesmo com as redes sociais, não se mobilizam grandes multidões em prazo tão exíguo.

Não se descarta, naturalmente, que o protagonismo de Cunha nesse episódio tenha afastado muitos que, de outro modo, se disporiam a protestar contra o governo da petista. O peemedebista, como se sabe, manobra para não ser julgado pelo Conselho de Ética da Câmara, e a maioria inconteste da sociedade defende sua cassação.

Seja por que motivo for, o fato é que as manifestações tiveram desta vez uma adesão bem aquém da registrada em eventos anteriores.

De acordo com medição do instituto Datafolha, 40,3 mil pessoas compareceram à avenida Paulista no último domingo. No maior protesto contra Dilma Rousseff, no dia 15 de março, 210 mil manifestantes tomaram o local. No dia 12 de abril, foram 100 mil; em 16 de agosto, 135 mil.

A diferença se reproduziu Brasil afora. Segundo a Polícia Militar, os atos de março reuniram cerca de 1,7 milhão de pessoas nas capitais; agora, foram aproximadamente 75 mil (incluindo São Paulo).

Grupos como Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua classificaram os protestos como mero aquecimento para os atos do ano que vem. A próxima manifestação já está programada para 13 de março.

Os organizadores desses eventos, portanto, apostam que será vagaroso o ritmo de tramitação do impeachment na Câmara –e provavelmente estão certos.

Parlamentares da oposição já deixaram claro que a chamada voz das ruas terá papel importante na formação da maioria necessária (ao menos 342 votos) para o processo de afastamento chegar ao Senado.

Num cálculo oportunista, consideram que a deterioração da situação econômica levará mais gente aos atos contra Dilma Rousseff –e por isso mesmo preferem que a petista agonize por alguns meses.

A missão mais árdua da oposição, contudo, não será mobilizar parcelas expressivas da população contra o atual governo, cujas taxas de reprovação estão entre as mais elevadas da história.

Pesquisa Datafolha realizada durante a manifestação na avenida Paulista mostrou que só 19% afirmam que um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB) será ótimo ou bom. Ou seja, talvez a maior dificuldade esteja em despertar esperança com a troca de poder.

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