Folha minimiza a fraude da pesquisa Datafolha

Embora o jornal tenha publicado que apenas 3% defendem novas eleições, quando o número correto é 62%, o editor do jornal, Sérgio D'Ávila, afirmou não se tratar de um erro porque essa questão não está colocada; na realidade, a Folha agiu deliberadamente para favorecer a permanência de Temer, ao excluir de seu questionário a opinião de 62% dos brasileiros que não querem que Temer continue; se tivessem agido corretamente, o número dos que querem Temer até 2018 cai de 50% para 19% (50% dos 38% que não querem eleições já); além disso, a questão das novas eleições está sim colocada, pois este é um dos argumentos da presidente Dilma Rousseff para virar votos no Senado e reverter o impeachment, para depois levar à população um referendo sobre novas eleições e reforma política

Embora o jornal tenha publicado que apenas 3% defendem novas eleições, quando o número correto é 62%, o editor do jornal, Sérgio D'Ávila, afirmou não se tratar de um erro porque essa questão não está colocada; na realidade, a Folha agiu deliberadamente para favorecer a permanência de Temer, ao excluir de seu questionário a opinião de 62% dos brasileiros que não querem que Temer continue; se tivessem agido corretamente, o número dos que querem Temer até 2018 cai de 50% para 19% (50% dos 38% que não querem eleições já); além disso, a questão das novas eleições está sim colocada, pois este é um dos argumentos da presidente Dilma Rousseff para virar votos no Senado e reverter o impeachment, para depois levar à população um referendo sobre novas eleições e reforma política
Embora o jornal tenha publicado que apenas 3% defendem novas eleições, quando o número correto é 62%, o editor do jornal, Sérgio D'Ávila, afirmou não se tratar de um erro porque essa questão não está colocada; na realidade, a Folha agiu deliberadamente para favorecer a permanência de Temer, ao excluir de seu questionário a opinião de 62% dos brasileiros que não querem que Temer continue; se tivessem agido corretamente, o número dos que querem Temer até 2018 cai de 50% para 19% (50% dos 38% que não querem eleições já); além disso, a questão das novas eleições está sim colocada, pois este é um dos argumentos da presidente Dilma Rousseff para virar votos no Senado e reverter o impeachment, para depois levar à população um referendo sobre novas eleições e reforma política (Foto: Valter Lima)

247 - Em texto publicado em seu site na noite desta quarta-feira (20), a Folha de S. Paulo tenta minimizar a fraude na divulgação da pesquisa Datafolha no último final de semana, que dava um índice de 50% de suposto apoio à permanência de Michel Temer (PMDB) como presidente do país.

O 247 (aqui) e o site The Intercept (aqui) questionaram os dados.

O 247, no blog de Tereza Cruvinel (aqui), mostrou que o relatório que está no site do Datafolha é mencionada a preferência de 60% e não de 62% pelas novas eleições. Mais uma discrepância que a Folha ainda terá que explicar. Ou sua ombusdman, na coluna de domingo.

Assinada pelo jornalista americano Glenn Greenwald (cofundador do site) e pelo colaborador brasileiro Erick Dau, a análise do The Intercept publicou, na noite de terça (19), texto acusando a Folha de "cometer fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer".

O diretor de pesquisa do Datafolha, Alessandro Janoni, afirmou que "não há erro, e tanto a Folha quanto o Datafolha agiram com transparência".

Segundo ele, os pesquisadores quantificam as respostas espontâneas justamente para detectar opções relevantes que não tenham sido mencionadas na questão estimulada. "Se uma alternativa é citada espontaneamente por mais de 1% dos pesquisados, isso deve ser destacado", disse.

Sobre a não publicação de algumas questões do relatório, Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha, afirma que é prerrogativa da Redação escolher o que acha jornalisticamente mais relevante no momento em que decide publicar a pesquisa.

"O resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não nos pareceu especialmente noticioso, por praticamente repetir a tendência de pesquisa anterior e pela mudança no atual cenário político, em que essa possibilidade não é mais levada em conta", disse.

No entanto, não é verdade que a possibilidade de novas eleições não esteja mais sendo levada em conta, uma vez que é justamente esta pauta que tem sido colocada por senadores indecisos, que podem votar contra o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Ela tentará virar votos no Senado com a proposta de um plebiscito sobre novas eleições.

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