Folha, que apoiou golpe, é contra rever lei de anistia

Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal comandado por Otávio Frias Filho se posiciona contra a revisão da Lei da Anistia, de 1979; "por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira", diz o texto; ontem, a Folha, citada no relatório da Comissão Nacional da Verdade, admitiu ter apoiado o golpe de 1964; "Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa", disse o jornal, que emprestava carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi

Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal comandado por Otávio Frias Filho se posiciona contra a revisão da Lei da Anistia, de 1979; "por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira", diz o texto; ontem, a Folha, citada no relatório da Comissão Nacional da Verdade, admitiu ter apoiado o golpe de 1964; "Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa", disse o jornal, que emprestava carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi
Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal comandado por Otávio Frias Filho se posiciona contra a revisão da Lei da Anistia, de 1979; "por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira", diz o texto; ontem, a Folha, citada no relatório da Comissão Nacional da Verdade, admitiu ter apoiado o golpe de 1964; "Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa", disse o jornal, que emprestava carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - Em editorial publicado nesta sexta-feira, a Folha de S. Paulo, comandada pelo empresário Otávio Frias Filho, condenou uma eventual revisão da Lei de Anistia, como defendem os ministros Ricardo Lewandowski e Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

No texto Página virada, o jornal dos Frias defende sua posição. "Sabe-se que as décadas de 60 e 70 foram um tempo de extrema polarização na América do Sul (e em outras partes do mundo). Facções de direita e de esquerda recorreram à violência, levando ao colapso do regime democrático em vários países, entre eles o Brasil."

"A anistia irrestrita, concedida pela ditadura brasileira nos seus estertores, em 1979, foi o passo decisivo para a superação pacífica dessa crônica nefanda", afirma. "Por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira. Foi sua aceitação pelo conjunto das forças políticas que rompeu o ciclo de retaliações iniciado em 64."

No dia anterior, na breve reportagem Documento cita apoio da imprensa ao golpe de 64, a Folha, que emprestava seus carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi, admitiu seu apoio ao golpe militar. 

"Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa. Os editoriais do jornal, como "O Brasil continua", do dia 3 de abril, defendiam a eleição de um novo presidente pelo Congresso para concluir o mandato de Jango e assegurar a preservação da Constituição."

O jornal também nega o empréstimo de veículos para as forças repressivas. "Sobre a Oban, a Folha não tomou parte em seu financiamento. Não há documentos nem testemunhos diretos que corroborem a acusação de que a extinta "Folha da Tarde" tenha emprestado veículos para órgãos da repressão."

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