Frias ataca cursos sobre o golpe e Luis Felipe Miguel responde

O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB), publica artigo no Jornal GGN em que responde ao publisher do jornal Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho; Frias publicou atacou, em editorial, os cursos sobre o golpe que tomaram conta das universidades públicas do país no começo deste ano letivo; Miguel afirma, diante da já conhecida dificuldade de articulação técnica de Frias: "do começo ao fim do texto, não há o mínimo esforço para entender o que é um golpe"; sobre a impressão de Frias sobre o impeachment, Miguel afirma: "[ele] passa à ideia de que, sendo um julgamento "político", um impeachment não precisa dar atenção ao fundamento jurídico"

Luis Felipe Miguel 
Luis Felipe Miguel  (Foto: Gustavo Conde)

247 - O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB), publica artigo no Jornal GGN em que responde ao publisher do jornal Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho. Frias publicou atacou, em editorial, os cursos sobre o golpe que tomaram conta das universidades públicas do país no começo deste ano letivo. Miguel afirma, diante da já conhecida dificuldade de articulação técnica de Frias: "do começo ao fim do texto, não há o mínimo esforço para entender o que é um golpe". Sobre a impressão de Frias sobre o impeachment, Miguel afirma: "[ele] passa à ideia de que, sendo um julgamento "político", um impeachment não precisa dar atenção ao fundamento jurídico". 

"Não tenho o hábito de ler Otávio Frias Filho (o patrão da Folha de S. Paulo). Muitos anos atrás, quando eu escrevia crítica de livros para um jornal de Brasília, chegou às minhas mãos um volume com suas peças teatrais, mas eu não dei conta de lê-las.

Hoje, ele dedica um texto a criticar os cursos sobre o golpe de 2016, com as ofensas de costume à universidade e, em particular, às ciências humanas. O ponto, claro, é que não houve golpe. Primeiro ele diz que as "pedaladas fiscais" são, sim, motivo para o impeachment, mas logo reconhece que não passaram de "pretexto". Em seguida, afirma que foi seguido todo o rito legal "sob supervisão de um Supremo independente". Passa à ideia de que, sendo um julgamento "político", um impeachment não precisa dar atenção ao fundamento jurídico. Depois, a questão é que um governo que não consegue o apoio de um terço do Congresso não merece governar. Enfim, estabelece a lei histórica de que quando a economia fica em recessão por dois anos seguidos o governo cai, logo o impeachment era tão inevitável como a lua minguante depois da lua cheia."

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