Gaspari: STF fez favor ao Congresso na investida contra Renan

Para o colunista Elio Gaspari, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado foi "um favor ao Congresso Nacional"; "A resposta desta terça (6) da Mesa do Senado, com o seu "Fica, Renan", insinua um confronto. O plenário do Supremo deverá apreciar a decisão de Marco Aurélio. Se for confirmada, quem irá para a rua defender os senadores?", questiona

Para o colunista Elio Gaspari, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado foi "um favor ao Congresso Nacional"; "A resposta desta terça (6) da Mesa do Senado, com o seu "Fica, Renan", insinua um confronto. O plenário do Supremo deverá apreciar a decisão de Marco Aurélio. Se for confirmada, quem irá para a rua defender os senadores?", questiona
Para o colunista Elio Gaspari, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado foi "um favor ao Congresso Nacional"; "A resposta desta terça (6) da Mesa do Senado, com o seu "Fica, Renan", insinua um confronto. O plenário do Supremo deverá apreciar a decisão de Marco Aurélio. Se for confirmada, quem irá para a rua defender os senadores?", questiona (Foto: Aquiles Lins)
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247 - Para o colunista Elio Gaspari, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado, e que não foi cumprida pela Casa, foi "um favor ao Congresso Nacional".

"O ministro Marco Aurélio Mello fez um favor ao Congresso quando tirou Renan Calheiros da presidência do Senado. Entre o momento em que ele se tornou réu num processo a que responde no Supremo Tribunal Federal e a hora em que foi fulminado, passou-se menos de uma semana. No domingo, as ruas gritavam "Fora, Renan". A resposta desta terça (6) da Mesa do Senado, com o seu "Fica, Renan", insinua um confronto. O plenário do Supremo deverá apreciar a decisão de Marco Aurélio. Se for confirmada, quem irá para a rua defender os senadores?", questiona. 

Segundo Gaspar, a dispersão de slogans nos protestos de domingo, 4, é um prelúdio para o "Fora, Temer". "Desde que ele sentou na cadeira de Dilma Rousseff, a sorte colocou a bola aos seus pés dentro da pequena área e em todos os casos chutou para fora ou demorou para se mexer. Nunca é demais lembrar que o Palácio do Planalto, associado a Renan e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articulou um manifesto de 27 líderes partidários blindando o ministro Geddel Vieira Lima. O doutor Maia foi claro: "Nós precisamos que o ministro Geddel continue no governo". Nós quem?", afirma.

Comparando com a situação de Eduardo Cunha (PMDB), defenestrado da presidência da Câmara e preso, Gaspari diz que a Câmara não se livrou de Cunha antes que o Supremo "a desmoralizasse por uma indefinida solidariedade". "A palavra certa em relação a Cunha e a Renan era cumplicidade. Nem todos os que tentaram blindar Cunha e Renan eram seus cúmplices, mas todos os cúmplices blindaram-no."

"A política vai péssima, mas ninguém pode acusar Temer de ter prometido uma Câmara e um Senado mais bem qualificados. O mesmo não se pode dizer do seu "dream team" econômico. Afinal, quem elegeu o Congresso foi o povo e quem escolheu a equipe, endossando suas promessas, foi ele. A economia, indo direto ao bolso da população, vai pior. Se houvesse algo pior que o péssimo, já começou a fritura do ministro Henrique Meirelles. Prova disso esteve na declaração de Temer: 'Ele tem meu total apoio'. Toda vez que um presidente diz essa frase, o ministro já está coberto de farelo e o óleo da frigideira começou a esquentar", acrescenta. 

Leia na íntegra o artigo de Elio Gaspari. 

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