George Marques: bolsonarismo é uma seita e jornalistas são alvo

O jornalista George Marques, que tem atuado em coberturas de atos antidemocráticos recentes em Brasília, falou à TV 247 sobre o clima de insegurança em seu trabalho. “Há aquela sensação de que parece que você vai levar um tiro a qualquer momento”, disse. Assista

George Marques e Dida Sampaio
George Marques e Dida Sampaio (Foto: Divulgação | Ueslei Marcelino/Reuters)
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247 - O jornalista George Marques contou à TV 247 a insegurança que sente ao fazer a cobertura de atos golpistas, que pedem o fechamento das instituições, promovidos por apoiadores de Jair Bolsonaro em Brasília recentemente. 

A insegurança se deve principalmente à agressividade de manifestantes à imprensa.Marques disse que fez a cobertura do ato do último domingo (17), ao qual Bolsonaro compareceu acompanhado de vários ministros, e disse que tinha a sensação de que levaria um tiro a qualquer momento. 

Além disso, ele comentou a agressão sofrida por uma jornalista da Band na ocasião. “Ontem eu acho que foi dos dias mais intranquilos de trabalho, eu não estava me sentindo seguro, e há aquela sensação de que parece que você vai levar um tiro a qualquer momento. A gente sabe que às vezes ali em um momento de confusão você pode mirar em um e acertar em outro, pode mirar na jornalista que ele tanto odeia e pode acertar uma simpatizante do Bolsonaro, uma outra pessoa. Ninguém que está em uma manifestação de rua, ainda mais os profissionais que estão cobrindo, merecem um tiro, isso é uma coisa meio óbvia, mas acho que a gente tem que reforçar que existem alguns comportamentos que estão incentivando que uma pessoa que está ali com um cabo de alguma coisa, ela estava com uma haste com uma bandeira, bata ali na cabeça da jornalista”. 

George Marques analisou que o ódio contra jornalistas deixou de estar presente apenas em discursos, mas que agora está passando para a prática. “Isso já passou da questão do discurso, as pessoas estão indo para a prática. Uma das coisas que tem me preocupado é que antes a gente via só o discurso crescendo, mas agora teve aquela confusão no fim de semana retrasado, o Dida que foi agredido, outros jornalistas foram hostilizados, aí na semana seguinte o Bolsonaro foi extremamente grosseiro com jornalistas na porta do Alvorada”.

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