GGN: Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica

Jornal GGN lembra que, em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas: "Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula, na época 

Jornal GGN lembra que, em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas: "Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula, na época 
Jornal GGN lembra que, em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas: "Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula, na época  (Foto: Roberta Namour)
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247 – O jornal GGN destaca que, em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas:

"Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula, na época. Leia abaixo:

Jornal GGN - Em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas.

"Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica", publicou a Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o PT, na figura de Tarso Genro, cobrava a renúncia de FHC e a convocação de novas eleições como saída para a crise. Lula disse ao jornal que era contrário à medida, pois FHC tinha "20 e poucos dias de mandato" e não era correto achar que toda vez que um governante começa com o pé esquerdo ou tem graves dificuldades de gestão, a solução é a troca imediata. "Se eu achar que, porque as coisas vão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT", comentou.

Também atravessando crise econômica - e política - após a reeleição, a presidente Dilma tem sido alvo de ataques do PSDB de Aécio Neves, que tem ajudado a convocar protestos anti-PT, como o do próximo domingo (16), para pedir a renúncia da petista e a realização de um novo pleito. A iniciativa do grupo de Aécio não é unanimidade dentro do PSDB. A ala que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin, por exemplo, prefere aguardar que a tempestade passe naturalmente e pavimentar uma candidatura pela via democrática até 2018.

O GGN reproduz a matéria sobre a postura de Lula em 1999 na íntegra, abaixo.

Antecipação de eleição não resolve, diz Lula

Da Folha

O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de "prematura" e "precipitada" a proposta do ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT) de convocar novas eleições presidenciais em outubro. Genro defendeu também a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula.

"Fernando Henrique tem 20 e poucos dias de mandato. Ele tem tudo para fazer, mas até agora não fez nada. Se eu achar que, porque as coisas estão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT. Aí, vai virar moda no Brasil", arrematou.

Embora tenha criticado muito a postura de FHC diante da crise, o petista afirmou que agora o papel do PT é mobilizar a sociedade para tentar mudar a política econômica do governo.

Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica.

O petista anunciou que o PT vai promover, independentemente do governo, reuniões entre líderes da oposição, empresários e sindicalistas. Ele próprio vai, nos próximos dias, agendar encontros com o empresariado.

"Não acredito nessa história de pacto nacional. Para conversar com a oposição, o presidente precisa abrir mão de algumas de suas certezas. Pacto em torno do que o governo defende não é pacto."

Lula defendeu, indiretamente, a saída do ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Eu não escolhi o Malan, não posso tirá-lo. Mas até em jogo de futebol quando o jogador vai mal, o técnico faz a substituição", disse.

"Não é possível que FHC não perceba que economistas de outros matizes discordam da equipe econômica. Aliás, o próprio José Serra (ministro da Saúde) não concorda com grande parte dessa política. Será que essa equipe econômica está tão certa? Ou será que o governo deixou se envenenar pelo beijo do FMI (Fundo Monetário Internacional) e não consegue escapar de suas orientações?"

Para Lula, em pouco tempo, caso seja mantido o ritmo de saída de dólares do país, o Brasil vai estar em situação de "moratória técnica". Ele acha que uma inflação de 4% ao ano não faria tão mal ao país. "A gente não deve ficar assustado se o Brasil tiver uma inflação de 4% ao ano. Não é burrice ter 4% de inflação com o PIB crescendo 3%. É burrice ter inflação zero com o PIB decrescendo."

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