Globo diz que repudia ataque de Bolsonaro a seu repórter, mas não pede impeachment

Embora Jair Bolsonaro tenha mais uma vez cometido crime de responsabilidade e quebrado o decoro da presidência da República ao ameaçar dar porrada num de seus funcionários, o jornal O Globo soltou apenas uma nota protocolar

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O jornal O Globo, que apoiou o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar o cargo máximo da nação, e a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder político mais popular da história do País, dois fenômenos que desembocaram na ascensão de um governo neofascista no Brasil, reagiu de forma protocolar à agressão recebida por um de seus profissionais neste domingo, quando Jair Bolsonaro disse que tinha vontade de dar porrada no repórter, apenas porque ele perguntou por que Michelle Bolsoaro recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz. Confira abaixo a nota do Globo:

"O GLOBO repudia a agressão do presidente Jair Bolsonaro a um repórter do jornal que apenas exercia sua função, de forma totamente profissional, neste domingo.

Em cobertura de compromisso público do presidente, o repórter solicitou que ele se pronunciasse sobre reportagens da revista Crusoé e do jornal Folha de S.Paulo que, no início deste mês, informaram que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz e a mulher dele depositaram cheques no valor de R$ 89 mil na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Anteriormente, o presidente havia prestado uma informação diferente sobre os valores.

Bolsonaro, então, em manifestação que foi gravada, não respondeu à pergunta e afirmou a vontade de agredir fisicamente o repórter.

Tal intimidação mostra que Jair Bolsonaro desconsidera o dever de qualquer servidor público, não importa o cargo, de prestar contas à população.

Durante os governos de todos os presidentes, o GLOBO não se furtou a fazer as perguntas necessárias para cumprir o papel maior da imprensa, que é informar os cidadãos. E continuará a fazer as perguntas que precisarem ser feitas, neste e em todos os governos.

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