Google Books vira pó

Plano da empresa de criar a maior biblioteca do mundo barrado por juiz

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O Google acaba de pôr os pés no chão. Seu sonho de criar a maior biblioteca do mundo foi interrompido por uma decisão feita na terça-feira pelo juiz federal Denny Chin. Ele recusou um acordo feito em 2008, que dava ao gigante das buscas o direito de escanear qualquer livro já publicado e oferecer em sua biblioteca, a Google Books. A ideia era dar acesso, através de uma assinatura, a leitores do mundo todo.

O acordo feito entre a empresa, a Associação dos Editores Americanos e o Sindicato dos Autores visava pagar US$ 125 milhões aos autores cujos livros fossem escaneados sem permissão ou ainda localizar autores que ainda não haviam se manifestado, dividindo as receitas obtidas com seus livros digitalizados.

A oposição ao pacto foi intensa. Ele daria ao Google direito exclusivos de gerar renda a partir de livros cujos direitos autorais são desconhecidos ou muitas vezes não podem ser encontrados. Também foi dito na época que outra empresa não seria capaz de construir uma biblioteca comparável a essa, deixando a empresa livre para cobrar os preços que quisessem.

De acordo com uma reportagem publicada na edição de terça-feira de The New York Times, o projeto da biblioteca digital não tinha um lucro potencial estimado, mas era o “filho querido” do cofundador do Google, Larry Page, além de receber forte suporte interno em uma empresa cuja missão é organizar as informações do mundo todo.

O juiz declara que o acordo foi longe demais, acrescentando que os acertos da empresa feitos em 2008 daria a ela o monopólio do negócio e que lhe daria o direito de ganhar dinheiro com livros sem a permissão dos donos dos direitos autorais. “A criação de uma biblioteca digital universal beneficiaria a muitos”, disse o juiz. Mas, segundo ele, o acordo “não é justo nem sensato”, de acordo com informações da Associated Press.

Os livros cujos direitos autorais já expiraram estão disponíveis na íntegra na biblioteca do Google. O site mostra 20% dos títulos protegidos por direitos autorais licenciados pelas editoras e sinopses de livros para os quais ele não tem licença. Até hoje, já foram escaneados 12 milhões de livros, segundo a Reuters.

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