Governo Bolsonaro coage médicos a prescrever remédios inúteis para a Covid, diz Ruth de Aquino

“Especialistas estão chocados com o ofício do Ministério da Saúde datado de 7 de janeiro. O texto ordena médicos a prescrever remédios que sabidamente não funcionam "como forma de diminuir internamentos e óbitos", diz a jornalista Ruth de Aquino

(Foto: Reprodução | Geizyara Brandão/Susam | ABr)
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247 - A jornalista Ruth de Aquino destaca que em meio aos aumentos do número de mortes e casos decorrentes de complicações provocadas pelo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro “o Amazonas sofre coação explícita do governo Bolsonaro para adotar tratamento precoce contra a Covid-19”. “Especialistas estão chocados com o ofício do Ministério da Saúde datado de 7 de janeiro. O texto ordena médicos a prescrever remédios que sabidamente não funcionam "como forma de diminuir internamentos e óbitos",  afirma ela em um artigo no jornal O Globo. 

‘O ofício federal mente ao dizer que existe “comprovação científica” de resultado positivo de “medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde”’, ressalta. “O governo brasileiro fracassou do início ao fim no combate à pandemia, eximindo-se da coordenação nacional e desestimulando uso de máscaras e distanciamento. Agora, diz ser “inadmissível” que médicos não adotem o tratamento precoce com vermífugos e afins”, afirma.

“Qualquer profissional da Saúde – e em particular os médicos – não pode ser coagido a usar medicamentos ou adotar qualquer procedimento nos quais não acreditem, exatamente por respeitar as melhores informações científicas. Se já existe hoje um excesso de uso dito 'off label' (fora da prescrição em bula), como sabemos, desses fármacos, isso não justifica a coação”, disse a Dra. Margareth Dalcolmo, autoridade e referência no tratamento à Covid, à reportagem. 

“A Dra. Margareth cansou de alertar para um janeiro trágico diante das aglomerações de fim de ano pelo país afora. Um comportamento irresponsável e criminoso de parcela da população, estimulado pelo próprio presidente da República”, finaliza.

 

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