Helena Chagas: cuidado, o golpe parlamentarista está de volta

Jornalista Helena Chagas diz que está pronto "o projeto de semipresidencialismo elaborado pelo ministro Gilmar Mendes, em conjunto com Michel Temer", diz a jornalista Helena Chagas, "Há dúvidas, porém, quanto às razões do ministro: amigo e ex-ministro de Temer, talvez ele tenha percebido que a tendência da maioria do Supremo teria sido a de acompanhar Cármen Lúcia e fulminar de vez as pretensões parlamentaristas – ainda que sob o eufemismo de semipresidencialismo – de seu ex-chefe"

Jornalista Helena Chagas diz que está pronto "o projeto de semipresidencialismo elaborado pelo ministro Gilmar Mendes, em conjunto com Michel Temer", diz a jornalista Helena Chagas, "Há dúvidas, porém, quanto às razões do ministro: amigo e ex-ministro de Temer, talvez ele tenha percebido que a tendência da maioria do Supremo teria sido a de acompanhar Cármen Lúcia e fulminar de vez as pretensões parlamentaristas – ainda que sob o eufemismo de semipresidencialismo – de seu ex-chefe"
Jornalista Helena Chagas diz que está pronto "o projeto de semipresidencialismo elaborado pelo ministro Gilmar Mendes, em conjunto com Michel Temer", diz a jornalista Helena Chagas, "Há dúvidas, porém, quanto às razões do ministro: amigo e ex-ministro de Temer, talvez ele tenha percebido que a tendência da maioria do Supremo teria sido a de acompanhar Cármen Lúcia e fulminar de vez as pretensões parlamentaristas – ainda que sob o eufemismo de semipresidencialismo – de seu ex-chefe" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - "Muita gente não entendeu bem quando, numa ação para esvaziar as gavetas do STF e votar processos antigos, a presidente Cármen Lúcia pautou um mandado de segurança impetrado há mais de 20 anos pelo ex-governador Jaques Wagner sobre a exigência de plebiscito para adoção do parlamentarismo no país. Nas atuais circunstâncias, o tema foi considerado provocação, a ministra apanhou da midia e dos políticos e o relator Alexandre de Moraes suspendeu o julgamento. A pauta, porém, não era um jabuti e tinha sua razão de ser", diz a jornalista Helena Chagas.

"No caminho de pouco mais de 200 metros que separam o Supremo do Congresso, e onde transita diariamente gente que sabe das coisas, encontramos a explicação. A intenção da presidentes do STF, ao colocar o assunto em julgamento, não seria provocar um debate sobre a adoção do parlamentarismo a esta altura, mas sim evitar que isso aconteça, aparecendo de repente como objeto voador não identificado, aos 45 minutos do segundo tempo do governo Temer", acrescentou. "Como? Com uma decisão da Corte Suprema deixando explícito que qualquer iniciativa para mudança de sistema de governo para o parlamentarismo tem que ser precedida de plebiscito, como manda a Constituição e já foi feito – e recusado – em 1993".

Segundo a jornalista, "quem acompanha de perto sabe que está prontinho o projeto de semipresidencialismo elaborado pelo ministro Gilmar Mendes, em conjunto com Michel Temer – assunto de muitas reuniões entre os dois". "Há dúvidas, porém, quanto às razões do ministro: amigo e ex-ministro de Temer, talvez ele tenha percebido que a tendência da maioria do Supremo teria sido a de acompanhar Cármen Lúcia e fulminar de vez as pretensões parlamentaristas – ainda que sob o eufemismo de semipresidencialismo – de seu ex-chefe", continuou.

Leia a íntegra no site Os Divergentes

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247