Imprensa portuguesa confirma: Moro usou a toga para fazer política contra Lula

O jornal português Público, traz em sua edição desta quinta-feira (13) ampla reportagem sobre o novo escândalo político no Brasil, denuncia o caráter policialesco da Operação Lava Jato e a perseguição ao ex-presidente Lula, impedido de se candidatar nas eleições presidenciais do ano passado; a publicação destaca que as conversas divulgadas pelo Intercept entre Moro e Dallagnol demonstram que houve manipulação no processo contra Lula 

Imprensa portuguesa confirma: Moro usou a toga para fazer política contra Lula
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247 - O jornal português Público, traz em sua edição desta quinta-feira (13) ampla reportagem sobre o escândalo político que toma conta do Brasil nestes dias com a revelação pelo Intercept da manipulação da Operação Lava Jato com fins políticos, sobretudo a condenação do ex-presidente Lula à prisão para retirá-lo da eleição presidencial do ano passado.

"A comunidade jurídica brasileira reagiu em estado de choque às informações reveladas pelo portal de notícias The Intercept. Caso sejam confirmadas, essas notícias podem comprovar um dos maiores exemplos de lawfare do planeta", destaca o jornal lusitano.

Para o Público, "os documentos obtidos pelo jornalista Glenn Greenwald e sua equipe confirmam a desconfiança de especialistas que já consideravam a Operação Lava-Jato, como se auto-intitulou uma equipa anticorrupção no Brasil, um exemplo daquilo que pode ser chamado também de 'political justice', expressão usada pelo jurista alemão Kirchheimer para falar do uso de procedimentos judiciais para fins políticos".

"Já se sabia que, sob o pretexto de combater a corrupção a qualquer preço, na Operação Lava-Jato os procuradores e juízes violaram leis processuais e garantias constitucionais, como a presunção de inocência. Mas as revelações que agora vieram à tona são muito mais graves". [...]

"Os processos contra Lula sempre foram os mais violentos e mediáticos, sendo em tudo excepcionais: nos tempos urgentes do processo, na prisão antecipada e nas negativas aos direitos políticos e civis, desrespeitando até mesmo decisão obrigatória das Nações Unidas".

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