‘Ira’, ‘medo’ e ‘fúria’ marcam eleições mundo afora, diz jornalista

O jornalista Bruno Boghossian entende que há um desencanto global pela política e que as emoções estão à flor da pele não só no Brasil; Boghossian elenca ‘ira’, ‘medo’ e ‘fúria’ como os sentimentos políticos que acometem os derrotados no México

‘Ira’, ‘medo’ e ‘fúria’ marcam eleições mundo afora, diz jornalista
‘Ira’, ‘medo’ e ‘fúria’ marcam eleições mundo afora, diz jornalista (Foto: REUTERS/Goran Tomasevic)

247 – O jornalista Bruno Boghossian entende que há um desencanto global pela política e que as emoções estão à flor da pele não só no Brasil. Boghosian elenca ‘ira’, ‘medo’ e ‘fúria’ como os sentimentos políticos que abrem um século 21 de muitas incertezas.

“Em 2006, Felipe Calderón se tornou presidente do México ao provocar medo nos eleitores. O publicitário Antonio Sola criou uma campanha que dizia que o esquerdista Andrés Manuel López Obrador era perigoso e levaria o país à ruína. Calderón venceu por 233 mil votos, sob acusações de fraude nas urnas.

O antigo marqueteiro de Calderón passou os últimos cinco meses anunciando que, em 2018, López Obrador seria eleito. “Agora, a emoção predominante é a ira. E a ira é muito mais forte do que o medo”, declarou Sola ao jornal The New York Times. A onda mundial de desencanto com a política mexeu com os sentimentos do eleitorado. Em muitos países, a fúria contra o sistema superou o receio de apostar em propostas que poderiam parecer arriscadas em tempos de serenidade."

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