Jamil Chade: eleição de Biden provou que Araújo não tem condições de ser chanceler

O jornalista Jamil Chade observa que a eleição presidencial dos EUA Biden provou que o chanceler Ernesto Araújo "não tem condições de continuar na condução da política externa de uma das maiores economias do mundo e de influência decisiva na América Latina"

Ernesto Araújo e Joe Biden
Ernesto Araújo e Joe Biden (Foto: Alan Santos/PR | REUTERS/Kevin Lamarque)
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247 - O jornalista Jamil Chade observa em sua coluna desta segunda-feira (9), no UOL, que até mesmo líderes populistas e de extrema direita – como Benjamin Netanyahu, em Israel, e Viktor Orban, na Hungria - que tinham o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, como um “aliado fundamental” saudaram Jor Biden pela vitória na corrida eleitoral norte-americana. “Mas um dos poucos aliados de Trump no mundo que manteve um silêncio ensurdecedor foi o Brasil", ressalta Chade. 

Segundo ele, a atual diplomacia brasileira, conduzida pelo chanceler Ernesto Araújo, "mistura elevadas doses de ideologia, elevado grau de miopia e elevado nível de desrespeito pelos interesses nacionais”. Para ele, o ministro "não tem condições de continuar na condução da política externa de uma das maiores economias do mundo e de influência decisiva na América Latina. Nunca teve. Mas, sem seu único lastro internacional, mergulha o país num caminho tão perigoso quanto irresponsável, inclusive na relação com o futuro governo americano.

“Ao longo dos últimos meses, Araújo, admirador de Olavo de Carvalho, não manteve uma relação com os EUA. Mas com Trump”, justifica Jamil Chade no texto. “Ao tomar posse, promoveu uma guinada na diplomacia nacional e passou a servir, pelo mundo, como "chef de claque" de toda e qualquer política adotada pela Casa Branca”, diz em seguida.

“Ridicularizado por governos estrangeiros, ignorado por organismos internacionais, zombado até mesmo por ex-ministros do governo Bolsonaro e, acima de tudo, desprezado por seus próprios soldados, Araújo não tem a credibilidade necessária para liderar o que já foi uma das diplomacias mais respeitadas no Ocidente”, avalia. 

 

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