Juca Kfouri sobre manifesto Juntos: eu quero o Lula no documento

Articulador do manifesto “Estamos Juntos”, o jornalista Juca Kfouri falou à TV 247 sobre a negativa do ex-presidente Lula em assinar o documento contra a escalada autoritária do governo Jair Bolsonaro. Ele afirmou também que entende as críticas feitas ao texto e que concorda com elas, mas alertou que a intenção jamais foi isolar o PT. Assista

Juca Kfouri e Lula
Juca Kfouri e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O jornalista Juca Kfouri, um dos articuladores do manifesto “Estamos Juntos” divulgado no último final de semana, conversou com a TV 247 sobre a iniciativa e falou sobre a discordância do ex-presidente Lula em assinar o documento, mas cravou: “eu quero o Lula no documento. Eu quero o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no documento”.A crítica feita por Lula e por parte do campo progressista brasileiro ao texto é pela ausência de uma referência ao golpe de Estado promovido contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que a tirou da presidência e permitiu a ascensão de Bolsonaro, e por não fazer referência à perda de direitos da classe trabalhadora. De acordo com críticos do manifesto, o golpe contra Dilma é visto como cena principal da ruptura democrática do País, e o manifesto em defesa da democracia não trata sobre o tema.

Juca Kfouri explicou que o texto que rege o manifesto foi pensado para que abrangesse o máximo de setores possíveis contra Bolsonaro, e que por isso foi necessário suprimir certos pontos. “De certa maneira, nesta segunda-feira eu revivi clima das Diretas Já, com críticas à esquerda: ‘porque o texto em última análise é um texto contra o câncer’, verdade, é um texto contra o câncer, a favor da luz elétrica e água encanada, é. Nós estamos lutando contra um câncer, e nós tínhamos que preparar um texto que fosse suficientemente abrangente para que cumprisse seu papel de trazer as mais diferentes linhas de pensamento sobre o que acontece no Brasil, desde que de acordo com uma questão: uma frente democrática, uma frente antifascista, uma frente que esteja preocupada com os rumos que este governo está dando para o País na busca de fechar as instituições, essa é a ideia básica desse texto. Então neste texto não cabe esmiuçar certas coisas”.

O jornalista afirmou que entende as críticas feitas e que inclusive concorda com elas, mas alertou que a intenção do manifesto jamais foi isolar o PT. “Não me surpreendeu a crítica feita pelo Leonardo Attuch, eu também acho que não haverá democracia no Brasil de fato enquanto não se fizer justiça em relação ao presidente Lula. Eu compreendo a atitude do presidente Lula, compreendo a mágoa do presidente Lula, o ressentimento do presidente Lula. Eu acho um erro no seguinte sentido: ninguém que isolar o PT, ninguém faria um documento que tivesse qualquer outro propósito que não o de juntar forças democráticas. Não fosse assim, o Haddad não teria assinado, o Paulo Vannuchi não teria assinado, uma das articuladoras do documento é filha de Ricardo Kotscho. Achar que um documento que esteja assinado por essas pessoas de alguma maneira queira isolar o PT é uma injustiça com o documento e com as pessoas. Não aceito que digam isso ao meu respeito”.

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